segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

As férias!

O fato é que minhas tão esperadas, sonhadas e nada programadas férias chegaram. Chegaram mesmo?

Bom, nem tudo é perfeito e por conta de alguns atrasos, dos clientes claro, cá estou eu trabalhando no meu primeiro dia de férias. Espero me livrar logo dessas pendências para poder fazer as milhares de coisas que programei antes do Natal.

- Arrumar a casa. Isso inclui o meu armário e meu quarto. Os dois juntos são a definição perfeita da palavra CAOS.
- Ir ao dentista.
- Comprar os poucos presentes de Natal que distribuirei em 2011. Basicamente para Nina.
- Ir no Saara. Aquela maravilha de shopping popular aonde enlouqueço e quero comprar tudo. Isso pode ser feito até depois no Natal, pois lá só pretendo resolver as compras da festa da Nina.
- Abrir uma conta poupança para a pequena. Ela faz dois anos em janeiro e não resolvi esse detalhe.

Bom, faltam outras coisitas que não me recordo agora, mas tudo isso é para dizer que vou me ausentar daqui.

Talvez apareça antes de 2012, mas não é provável...

À vocês, queridos e queridas, desejo só o melhor.

Beijos mil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A primeira dor de ouvido a gente nunca esquece

Imagem daqui

No caso, quem nunca esquece somos nós! Las madres, rs! Eu, por exemplo, nunca tive dor de ouvido, ou pelo menos acho que não. Se tive, foi lá nos primórdios e não faço ideia do que se trata. Aliás, ouvido e garganta são duas coisas que nunca me deram problemas, nunca sofri com as ites da vida: otite, faringite, amigdalite...

Por isso, quando maridin me ligou dizendo que Nina estava com dor de ouvido, não soube bem mensurar do que se tratava. Achei que era uma dorzinha, um incômodo. Ele já tinha ligado para o pediatra (quem é vivo sempre aparece, né Dr. Pedro?) e me passado as instruções sobre medicamentos. Ele receitou um analgésico para dor e um remedinho local, para pingar no ouvido. Nina nunca fica doente. Nem quando entrou na creche, antes dos 5 meses, nada de zica, nada de pereba, neca de pitibiriba. Então nunca sei bem como ela vai reagir diante do problema.

Estava já a caminho de casa e entrei na farmácia para comprar o kit. Eles foram me buscar lá de carro. Estou na fila para pagar e ele me liga:

- Corre aqui e traz logo o remédio dela. Ela está com dor.
- Calma, já estou pagando. 2 minutos.
- Mas ela tá chorando, traz logo.
- Não posso sair correndo da farmácia com o remédio na mão sem pagar.
- Pode. Ela tá chorando...

Claro que esperei minha vez na fila e paguei o troço. Quando entrei no carro... que dó, que dó, que dó. Ela não parava de chorar: - Minha olelha, dodói! Meu dodói, olelha...

Na bula dizia para pingar o remédio no ouvido e manter a região virada para cima. Ok, senhor fabricante! E faz isso como??? Nina urrava, não ficou parada e, claro, vi a gotinha escorrendo para fora de seu ouvidinho. Dei o analgésico e fomos para casa. Ela chorando. Sem parar.

Chegamos em casa. Ela chorando. Sem parar.

Tentava dormir, mas acabava virando a cabeça e encostando o ouvido afetado no travesseiro, começava a chorar de novo. Nada podia encostar ali. Tentei distrair, tentei ninar, tentei ver um desenho, tentei dar leite, dar a chupeta, levei uns tapas e perdoei, dada a insanidade da criança. Por fim, revoltei-me com as gotas desperdiçadas do remedinho e resolvi aplicar de novo. Desta vez, deitei com ela no meu colo, segurando sua cabeça de modo que o ouvido ficasse para cima. Chamei o pai para a empreitada. Quando ela viu o frasco do remédio, parecia que estávamos nos aproximando com ferro em brasa: - Não telo, não! Não telo esse não, mamãe!

Que dó, que dó, que dó.

Colocamos o remédio. Ela ficou ali, presa, por uns minutos, choramingando e acabou dormindo. Ufa!

E aí? Como faz? A mamãezinha aqui não queria nem pensar em se mexer para não acordar a pequena. Xixi? O que é isso? Minha bexiga trabalhou legal segurando litros de urina e eu lá paradinha com ela no colo. Quando achei que o sono estava pesado, transferi ela para minha cama e fui ao banheiro.

Claro, que ela acordou. Chororô, chororô, chororô, briga, briga, briga, mas já estava mais calma. Consegui convencer ela a tomar um leite e... dormimos. Até hoje de manhã. Ela acordou como se nada tivesse acontecido. Sem dor. Mesmo assim, nada de escolinha hoje e como eu não podia faltar ao último dia de trabalho antes do recesso (feliz!) deixei a pequena sendo paparicada pela vovó que já está de férias.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Atualizações

Atenção: aqui falamos sobre xixis, cocôs, penicos e afins, como quem diz que foi comprar pão. Nojinho, oi? O que é isso? Agora é vida de mãe, bebê!


Tópico 1: O Desfralde

Pois bem que mesmo depois do meu post tenso com as indicações de que a temida hora chegara, a mamãezinha aqui ainda não estava preparada para o tal do desfralde. Xixis pela casa e um cocô bem no meio da sala, enquanto a cria desenhava placidamente pelada (em pé, gracias a Dios!), me desanimaram um pouco de seguir nesta empreitada.

Mas aí, no último final de semana, Nina peladona pela sala, falei:

- Filha vamos lá fazer um xixi no penico?
- Não.
- Vamos, filha... (já levando a pequena resistente).

Sentei a pequena no troninho e falei pra ela fazer xixi, com direito a sonzinho estimulativo. Ela ficou vermelha, meio roxa, fez cara de força e eu pensando, "nossa, é só um xixi filha, não um parto". Quando levantou, pasmem, tinha um cocô ali! Eu olhei e comemorei (oi?): "Um cocô, filha! Muito bem!!!"

Ela por sua vez, adorou a própria obra. Repetia, "cocô, cocô, quero mais". Tentou em vão encher o pote com suas necessidades, até se dar por satisfeita. Depois disso, toda hora entrava no banheiro e dizia que ia fazer cocô.

- Faz xixi, filha.
- Xixi não! Cocô.

Putz, agora vai querer cagar o dia todo. Expliquei que ela já tinha cumprido essa etapa e que não precisava fazer toda hora...

Aí estou lá na sala, vendo "Mulheres de areia" que eu gravo para não perder um capítulo de Ruth e Raquel com Glória Pires exibindo sua cabeleira vasta e brilhante, herança de família, já que todas as filhas nascem com o MESMO cabelo (muitamuitamuitainveja), quando escuto Nina gritar: "Xixi, mamãe, xixi!"

Já levantei procurando um pano, um desinfetante, rezando para ter sido no chão ao invés do tapete do quarto e o que encontrei? Um xixi no penico!

Ela passou pelo banheiro e, no auge de sua independência, entrou, levantou a tampa do micro vaso, sentou e fez um xixi. S-O-Z-I-N-H-A.

É um ser evoluído meu povo.

Tópico 2: O Teatro

Uma amiga do trabalho é também atriz e sempre faz peças para crianças. Já programei para levar a Nina várias vezes, mas sempre acabava acontecendo algum problema. Desta vez me organizei, convidamos a Dinda e partimos para encontrar o "O gato de botas".

Chegamos alguns minutos antes. Nina super serelepe. Entrou no teatro, brincou com as crianças que estavam na fileira da frente, tentou fugir (como sempre), tentou reorganizar as cadeiras (como sempre), até que apagaram as luzes. Nina sentou no meu colo e arregalou os olhos. As patinhas do gatinho começaram a aparecer, ao som de uma musiquinha. Nina tensa. De repente, as cortinas se abriram e surgiu o ator, alto, vestido de gato, rosto pintado e falando em portunhol: "Buenas tardes, chiquitos!"

E a resposta fofa e ALTA da minha filha: "Não telo esse não, mamãe. Não telo esse não!" Enquanto pedia para ir embora. Saímos do teatro, eu tentando convencer a pequena a ver a peça, largamos a Dinda lá dentro, Nina irredutível. Resgatamos a Dinda e fomos embora. Ainda perguntei:

- Nina, você não quer mais ver o gatinho no teatro?
- Telo não. Muito gandi. Medo, medo, medo...




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lalaloopsy

E daí que lá estava eu, na frente da TV, totalmente fisgada pela tal propaganda infantil. Encantada, boquiaberta, com um paninho de prato na mão e aquela cara de bocó que somente a Dona Florinda sabe fazer ao ver adentrar a vila o Professor Girafales. Dava até para ouvir ao fundo a trilha sonora de "E o vento levou..."

Recapitulando. Estávamos em casa, eu e Nina. Ela quis ver um desenho. Eu sempre gravo os programas que ela mais gosta, pois assim posso pular as propagandas. Acabou o primeiro bloco, peguei o controle para cortar os comerciais e elas apareceram:






Lalaloopsy. Bonequinhas simpáticas, mistura de toy art com boneca de pano. Olhinhos de botão, bochechinha marcada e cabeçudas como as antigas da turma da Moranguinho. Imaginei as bonequinhatudo na estante do quarto da Nina. Ornando com o tapete multicolorido e com os detalhes da cortina. Pensei em colecionar as fofuras. Nina ia gostar, né? Bom, se ela não gostasse, levava a coleção completa para o meu quarto. As bonequinhatudo enfileirada agora na minha estante. Ornando com a bagunça das prateleiras...

Enquanto isso, Nina cagava baldes para a tal propaganda.

Me recompus do surto consumista e, claro, no dia seguinte entrei na internet para me informar sobre a querida, já quase da família, Lalaloopsy. E vamos aos fatos:

*Fabricada pela Estrela. Não é muito fácil de encontrar.
* Disponível em dois tamanhos. A mini Lalaloopsy tem 8cm e versão maior tem 34cm.
*O tamanho grande está à venda na Brinca Mundo Brinquedos pela bagatela de R$ 194,90. Na promoção.
*Na Toy Mania  encontrei a fofura aí embaixo:

O valor do kit é R$ 264,90. Com os bonequinhos pequenos (8cm).

Dona Estrela, amada, querida, fabricante dos brinquedinhos da minha infância! Você sabe quanto é o salário mínimo no Brasil? Considera razoável, que um brinquedinho com bonecos de 8cm e sua casa na árvore custe cerca de meio salário mínimo?

A trilha sonora de "E o vento levou..." sumiu da minha cabeça, juntamente com a cara de Dona Florinda. Agradeci pela Nina ter cagado e andado para a propaganda das bonequinhas "de pano". Dei adeus para a minha coleção de bonequinhatudo enfileirada na estante.

Tchau Lalaloopsy.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cenas de um aniversário

Dia de aniversário, correria no trabalho e muitas programações! Passando aqui só para fazer alguns registros:

*Fui acordada na madruga pelo maridin me enchendo de presentes. Ganhei bombom de cereja da Kopenhagem (uma caixaaaa inteira, ai, ai dieta), uma bolsa linda e um livro:
- Livro do Boni? Mas eu não vou muito com a cara do Boni... Ele deu uma entrevista dizendo que não considera o neto como parente. Me ofendi. Além disso, ouvi dizer que ele perseguia o Tim Maia... depois do musical ando tão in love com o Tim Maia...
- Alice, seus problemas pessoais com o homem não interessam. Como jornalista você TEM que ler esse livro.
- Ah é? Ok.
(Prometo que vou me jogar na leitura livre de preconceitos).

*Acordei para trabalhar e comecei a arrumar a Nina para a escola:
- Filha, hoje é aniversário de quem?
- Da mamãe!
- E como você vai cantar pra mamãe filha?
- É big, big, ah, ti, bum! Nina, Nina, Nina!
(Oi? Não era meu o aniversário?)

*Já atrasadíssima para sair de casa, a manha começou. Nina se jogou no chão, quis arrancar os sapatos. Falou que não ia para a escola, que ia pra festa da mamãe na casa da Bisa.
- Nina, eu vou contar até três pra você levantar desse chão. Um.... dois ...
- E já!
(E foi correndo rindo e saltitante para a porta da rua. #crazychild).

*Chego no trabalho e dou de cara com isso:


Cocólatra quem? Eu?
Adorei o presente Andréa!

*Parece que meu post sobre o aniversário fez efeito. Recebi algumas pedradas, hehe, mas pessoas queridas não me odeiem! Hoje meu Face ficou recheado de recadinhos queridos. Além disso, recebi alguns emails e até um torpedo do meu pai:
- "Seguindo recomendações expressas, desejo tudo do todo para minha primogênita. Papi".
Fofo, né?

Fui gente! A comemoração está só começando e se estende ainda por três dias!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E num é que eu ganhei?

Povo, a vida é uma caixinha de surpresas, já dizia a vovó.

Eu. Euzinha. Que não ganho nem em zerinho ou um. Eu que quando participei de uma rifa, tendo como prêmio principal uma super televisão, ganhei, pasmem, uma caixinha de música e Ó, me achei super sortuda. Eu, eu mesma, que não ganho NUNCA no par ou ímpar, ganhei um sorteio lá no MMqD! Hahahahaha, tô dançando tango no paraíso, bebê!

E olha só, o sorteio foi show. Sorteio de gente grande. Coisa linda de se ver: ganhei R$180,00 de crédito na Laranjeira Kids, essa fofura. Papai Noel chegou adiantado pra Ninoca!

Então, tchurminha, a sorte está mudando pro meu lado. Já sinto meu ser iluminado por uma maré de boas vibrações e vou me jogar de cabeça na Mega Sena da Virada. Quem sabe, né? Começo 2012 sendo rhyca e glamuroza!

Beijos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Parabéns!!! Tá ficando velhinha, hein???

Imagem daqui

Na próxima quarta-feira é meu aniversário. Sempre fico eufórica com a proximidade da data. É verdade que essa empolgação diminuiu bastante depois da Nina (essa coisa involuntária de mãe se colocar meio de lado, sabe?). Mas adoooro ganhar presentes, cantar parabéns, encontrar o povo para comemorar, dar aquela passadinha na casa da minha vó para comer um bolo, chamegos e carinhos... os aniversários seriam perfeitos se não existisse o tal do telefone. Ô coisinha chata atender o telefone no dia do aniversário. Sei que a intenção é boa, mas tenho que confessar que não sou fã. Sabe como é, né? Todo mundo falando a mesma coisa:

- Feliz aniversário! Tá ficando velhinha, hein? Vai me pegar! Muita felicidade, muita paz, muito amor, dinheiro, saúde, blá, blá, blá...

E daí que vira uma convenção e você fica naquela obrigação de ligar para as pessoas e deixar seus votos de felicidade. Quando estava grávida da Nina - ela nasceu em janeiro e eu já estava no final da gravidez, naquela fase tolerância zero - me dei ao direito de ignorar meu celular, que gritou, vibrou e apitou o dia inteiro pela casa. Caguei. Atendi algumas pessoas, mais por elas do que por mim, pois imaginei que ficariam chateadas se não conseguissem falar comigo.

Sabe, não significa que eu não goste de ter pessoas desejando esse trem todo de bom para mim, mas tenho uma implicânciazinha com regras, normas e traquejos sociais. Acho que essa ligação rola quase no automático, é algo que se TEM que fazer. Porque ao vivo, a coisa é outra. Rola um abraço forte e o tal textinho nem se faz necessário. E além do mais meu povo, inventaram o Facebook (valeu Mark, seu lindo!) e o povo todo pode te parabenizar por ali, passando as boas vibrações e afins de forma cibernética. Frio? Acho não. Acho ótimo. Acho prático. Acho dú caraleo . Porque aí, se mesmo assim a pessoa te ligar, já vai ser naquela de saber aonde vai ser o chopp. Vai ser para pegar coordenadas da comemoração. Bem mais agradável, mais natural, sem obrigações.

Sou muito rabugenta? Estão me odiando?

Vamos ver o lado bom da coisa: se por acaso você esquecer a data do meu aniversário e não me ligar, eu não vou ficar chateada. Ó que lindo! E tem mais, se por acaso EU não passei um Graham Bell pra você no seu dia, não significa que não te ame. Provavelmente deixei meus parabéns pra você no Face. Como? Não tem Facebook??? E email? Não usa??? Pô, mas isso já é exclusão digital.... Celular você tem, né? Pode deixar então, da próxima vez mando um torpedo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Posso congelar o tempo?

Quando eu chego em casa a Nina corre com um sorriso enorme e me abraça. Abraça com força. Mexe no meu cabelo e faz uma conferência geral no meu visual. Se notar algo diferente do normal, como um arranhão, pergunta: quê issu? Depois repete "minha mamãe, minha mamãe", enquanto dá tapinhas na minha cabeça. Ela quer colo, nada de colocá-la no chão, e começa a me pedir coisas variadas, entre leite, escovar os dentes, desenhar ou jogar os brinquedos no chão. Ela me olha com aqueles olhinhos bem abertos e felizes por eu estar ali. Não tem papai, não tem vovó e nem Dinda que a convença a sair dos meus braços nesse momento.

Depois que ela nasceu, passei a reparar nos olhares que os filhos lançam para as mães. Nunca tinha me dado conta de como essas crianças nos enxergam. De como a MÃE representa um ser intocável, perfeito, invencível diante dos pequenos. Outro dia estava no ônibus e uma mulher entrou com seu filho no colo. Ela estava toda descabelada, com um chinelo velho e uma roupa descombinada, mas claro que para o filho aquilo não era importante. Era sua mãe. E ele a abraçava, enquanto mexia nos seus cabelos.

E agora ando com um aperto no peito de pensar que esse olharzinho tão lindo, tão apaixonado, tão, tão, tão tudo, já, já vai embora. E, em um momento bem egoísta, quero parar o tempo e preservar a minha carequinha assim: no meu colo, dando tapinhas na minha cabeça, enquanto diz: "minha mamãe, minha mamãe, minha mamãe..."

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tim Maia

Apesar da temporada super concorrida, conseguimos comprar ingressos para uma apresentação extra do musical sobre a vida do Tim Maia que está rolando no teatro Oi Casa Grande, no Leblon. Esperei o dia de ontem chegar ansiosamente e às 21 horas lá estávamos nós sentadinhos na plateia esperando o espetáculo começar. São 3 horas de peça e quando acaba fica aquela sensação de mas já???

http://www.youtube.com/user/oicasagrande?feature=watch#p/u/1/37ExQ53_8TY

Bom demais! A montagem, os atores, as músicas, tudo perfeito. Fiquei arrepiada, chorei, ri muito e cantei o tempo todo. O protagonista é interpretado por Tiago Abravanel (neto do homem do Baú, gentchem!!!). Agora me digam aonde esse menino estava escondido??? Minha sensação era de estar vendo o Tim Maia ali na minha frente. Mas não é só ele, o elenco todo é muito bom (com destaque para Reiner Tenente que interpreta, entre outros personagens, Roberto Carlos e Nelson Motta).

Em geral, o que sabemos sobre o Tim Maia é que ele era um cara talentoso, carismático e mucho loco. Tinha sérios problemas com drogas, das mais variadas, se jogava nos prazeres da mesa e não estava preocupado com a saúde. Costumava faltar aos próprios shows e não tinha papas na língua. Ele morreu aos 55 anos, após passar mal em um que iria fazer em Niterói.

Mas adorei conhecer a história de sua vida, os 12 irmãos, o começo da carreira, a coragem de ir morar nos EUA sem falar uma palavra de inglês, sem dinheiro e sem lugar definido para ficar. Conhecer suas relações e parcerias no meio artístico e ver como ele conquistou o Brasil com suas músicas e seu jeitinho, digamos peculiar de ser.

"Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco."
"Comecei uma dieta, cortei a bebida e comidas pesadas e em duas semanas perdi 14 dias."
"O problema do gordo é quando ele penetra não beija. E quando beija, não penetra.

Acho que para 2011 os ingressos já estão esgotados, mas para quem tiver a oportunidade de ver, indico e muito!

Depois da peça, na volta para casa, avaliei que pessoas com o carisma e bom humor de Tim Maia tem o o dom de nos cativar e com isso seus defeitos acabam em segundo plano. Lembrei do meu tio Sérgio, foi com ele que ouvi pela primeira vez uma música do Tim e sempre ligo os dois em meu pensamento. Tio Sérgio foi, sem dúvida, uma das pessoas mais loucas e adoráveis que conheci. Era do tipo sem limites, que nunca pensava nas consequências, mas ao mesmo tempo tinha uma generosidade e uma ternura no olhar e por mais que aprontasse, não conheci ninguém que não gostasse dele. Estar com ele era diversão garantida para nós, principalmente quando crianças e ele incorporava aquele papel do paizão carregando a Cris, madrinha da Nina, para todo canto na garupa de sua moto. Foi dele que recebi o apelido carinhoso de Lili Carabina. E ele SÓ me chamava assim. Tio Sérgio viveu como quis. Fez o que teve vontade. Infelizmente, como parece ser uma regra para pessoas com esse espírito, nos deixou cedo demais. Mesmo assim, acho que se colocarmos em um papel os causos que ficaram de herança podemos rechear, com sobra, a vida de uma pessoa de 150 anos.

Para quem quiser conhecer um pouco dessa figura que foi o Tim Maia, tem uma entrevista dele para o Jô, já no final de sua vida, mas ainda com o bom humor intacto:





terça-feira, 22 de novembro de 2011

Giovanna, as gêmeas e o Natal

Meu novo centro de mesa! 

Eu adoro Natal. Adoro montar árvore, encher a casa de luzes e coisinhas fofas relacionadas com a data. Adoro a confraternização na família, os primos reunidos, as comidinhas e aquele bando de presente em volta da árvore. Pois bem que lá em casa ainda não tinha árvore, faltou grana, sabe? Dindim, bufunfa. Só que agora Ninoca já está com quase dois anos e anda curtindo a data. Seu mais novo ídolo é o Oel (Papai Noel) que ela viu um dia pendurado na decoração de uma loja subindo uma escada e até hoje quando perguntamos: - Cadê o Papai Noel, Nina? Ela responde sem pestanejar: - Tá subindo.

Pois bem, ontem me joguei de corpo, alma e cartão de crédito nas compras para decoração natalina. E foi árvore, foi bolinha, foi boneco de neve, foi Papai Noel de pelúcia... tudo, tudo, tudo pra dentro da minha cestinha nas Lojas Americanas. E lá estou eu, na fila, tentando carregar todas estas tralhas e mais uma caixa com uma árvore de 1,80m de altura, quando vejo uma revista de fofoca com a Giovanna Antonelli na capa e a seguinte chamada: "As gêmeas mudaram a minha vida".

Gente. Choquei. Fiquei rosa chiclete com essa informação. Jura que as gêmeas mudaram a vida dela??? Coisa estranha, né? Porque o normal deve ser ter filhos, DOIS de uma vez, e tudo permanecer igualzin, igualzin... Amiguinhos jornalistas, vamos combinar que essa escolha para chamada de capa foi péssima. Não li a matéria, mas acredito que a Giovanna tenha oferecido informações mais relevantes, né não? Era até melhor partir para a clássica das revistas de fofoca: "Giovanna apresenta as herdeiras", do que usar essa chamadinha tosca.

Pausa: Nada contra a Giovanna Antonelli. Aliás gosto dela. Acho boa atriz, bonita, simpática e o principal: normal. Ela não apareceu com a barriga sarada 2 horas após o parto e ainda desfilou de maiô com a pancinha super inchada em uma viagem depois de parir suas filhas. Ponto pra moça! A escolha do jornalista é que não favoreceu. Ela não contou nenhum outro causo para dar um gancho para capa? Hein?


Confesso que na primeira ultra que fiz, meu maior medo era o médico falar: "Parabéns! São gêmeos". Era capaz de perguntar "parabéns pra quem???? Olha direito isso aí. É porque estou com gases, não são dois bebês não".

Tenho estrutura não, meu povo. Dois bebês de uma vez? Em uma tacada só? Teria que pedir ajuda aos universitários. Por isso quando vejo uma mãe de gêmeos penso logo que é uma mulher porreta! Sobreviver aos primeiros dias de peitos rachados, mamadas de hora em hora e noites insones em dose dupla NÃO é para qualquer um (eu inclusa).

Mudando de assunto. Aos papais e mamães que por um acaso acabem indo bater perna no shopping Iguatemi aqui do Rio atrás das compras de Natal e considerem a ideia de levar os filhotes para ver a decoração da casa do Papai Noel, minha dica é NÃO aconselho. A decoração é demoníaca. Não me refiro ao ser humano usando as vestes de Santa Claus e posando para fotos, mas sim aos bonecos E-N-O-R-M-E-S, réplicas (?) do bom velhinho que decoram o local. Rolam uns olhos azuis esbugalhados e eles são muito grandes com barrigas que poderiam armazenar o planeta Terra inteiro.

Nina não quis nem chegar perto. Acho bem dificil inclusive que ela tivesse pedido sua pizza de Natal para aquele Papai Noel que ali estava.

Aos que não conhecem essa pérola, perguntei a Nina o que ela queria que o Papai Noel trouxesse para ela no Natal e a resposta foi direta: Uma pizza!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

By myself

E neste domingo papai levou a Nina para praia e mamãe ficou em casa. S-O-Z-I-N-H-A!

Sozinha gente. Eu comigo mesma.

Ele até tentou me convencer, me chamou, falou dos prós, da minha corzinha pálida que ia ficar mais alegre com um bronzeadinho e tals, mas gente, domingo é dia de que??? De futebol, claro! E estamos na reta final do campeonato, people! Como assim vou lá expor minha figura nas areias de Ipanema e não acompanhar o show do nosso Fred Astaire tricolor???

Bom, mas a questão é que tinha me esquecido de como é bom ficar um pouco sozinha.

Pausa: Nina, mamãe te ama, ok? Sem traumas. Maridin, amo-te também. Nada pessoal.

Fiquei ali largadona no sofazão. Eu e Pietra que também adora uma paz e curtiu comigo esse momento. Pedi uma comidinha, devorei dois bombons de licor da Kopenhagen (foi mal, dieta! Desculpa aê.). Cochilei, acordei. Dei uma secada no Corinthians (fail). Mudei os objetos de decoração de lugar, podei a minha plantinha e dei até uma conversada com ela (oi??? Maluca quem?). Sem hora. Sem obrigações. Sem correr atrás de um pingo de gente descontroladamente fofo. Gostei, sabe? Estava precisando. Quando os filhotes nascem a gente se coloca em segundo plano e acaba esquecendo como é bom ficar só. Eu sempre gostei de ficar um pouco sozinha, no melhor estilo, ouvindo o silêncio e essas coisas sem sentido. É a hora em que você para. Em que o tempo para. E eu podia ter arrumado a cozinha, o quarto da Nina ou lavado roupa, mas claro que não o fiz. Mereço meu momento sozinha de pernas para o ar. Prontofalei.

Por outro lado, pratiquei o desapego, né gentchem!!! Deixei o papi carregar Ninoca para praia sem dar 78594452331588741557784662217559955236548 de recomendações. Minha única exigência foi:

- Estou te entregando essa criança branca. Quero que ela volte igual.

E ela voltou. Branquinha, branquinha. Sem queimaduras de 1º, 2º ou 3º grau (thanks God!).

E eles se divertiram muito. Ela rolou na areia, comeu biscoito Globo e curtiu o chuveirão. Papai exibiu a pequena pela praia, claro, e a trouxe de volta sã e salva.

Acho que vou largar minha possessividade com a cria de lado e nos proporcionar novos momentos PAPAI+FILHA = MEBYMYSELF.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Manha, pra quê te quero?

Terrible two. Existe mesmo esse trem?

Bom, minha dúvida é: Nina está com 1 ano e 10 meses, ainda não chegou aos dois anos. Então me digam, isso ainda vai piorar??? Jizuis, a menina anda com a moléstia! Em um segundo está lá a minha pequenina, engraçada, divertida e sorridente. De repente, sem que você consiga entender como aquilo tudo começou, ela chora. Não quer trocar a fralda. Não quer tomar banho. Não quer mudar de roupa. Não quer colo. Não quer comer.

Ouçam bem: NÃO QUER COMER!!! A menina come até pedra quando o humor está normal.

Joga os brinquedos pelo chão, tenta chutar a cachorra, corre a se atira de barriga no piso e começa a andar para trás deitada. Oi??? Sim, no melhor estilo Poltergeist.

Ando exercitando meu lado zen e fico esperando ali o show de horrores acabar e o encosto largar da minha filha, mas confesso que já pensei em sair correndo e trancar ela em casa. Estou cogitando a ideia de comprar uma camisa de força (para mim, lógico) e uma roupa de futebol americano para cães. Porque a Pietra também precisa de proteção, né? Em breve, além do conselho tutelar bater lá na porta, depois de ser avisado pelos vizinhos dos gritos histéricos de uma criança, vou ter que me virar também com a Sociedade Protetora dos Animais que veio salvar a pequena salsicha dos maus tratos do demônio da Tasmânia que atende pelo título de minha filha.

Em crise

Bom, agora as mamãezinhatudo que já estão safas nesse assunto podem me ajudar? Faço o que com essa criança? Porque do mesmo jeito que vem o surto psicótico, ele se vai. Sem mais. E ela volta a ser aquele ser encantador e simpatiquinho que tenho orgulho de ostentar pela rua.

Olha como sei ser fofo!


É isso. Estou aceitando sugestões e dicas, ok? Pode ser reza braba, mandinga e banho de ervas.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O desfralde

Você percebe que é hora de se entregar de corpo e alma ao desfralde quando:

a) Sua filha arranca as próprias fraldas ao menor sinal de descuido e quando você vê o xixi já está no chão da sala.
b) Ela corre para o banheiro, diz que vai fazer xixi e senta de roupa e tudo no penico que a mamãe comprou, mas deixa lá de enfeite no banheiro porque não tem coragem de começar o processo.
c) O cocôzinho da sua filha atinge níveis tóxicos e você se pergunta se ela anda se alimentando de urubus pela rua. O negócio chega a um grau tão terrível que a única saída e enfiá-la no banho (bye, bye lenços umedecidos) e você pensa se não seria melhor pegar a fralda suja, lacrar e incinerar ao invés de jogar na lixeira. Atenção: jamais na lixeira de casa! Despachar o objeto infectante direto para a rua ou as consequências podem ser irreversíveis.
d) Todas as alternativas anteriores.

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Resposta correta: D. Com influência total e determinante da letra C.

Que o santo padroeiro do desfralde nos ajude. Amém.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sobre os comentários sem noção

Nina é uma criança, digamos, inquieta.

Não é daquelas que caminha lado a lado com a mamãe em um shopping ou mercado, por exemplo. Na verdade ela não anda, ela corre. Sendo assim, evito ao máximo fazer esse tipo de programação com ela e só carrego a pequena pro shopping se for caso de vida ou morte.

Motivos:

1 - Carrinho nem pensar. Desde que aprendeu a andar, ela não senta ali de jeito nenhum.
2 - É impossível ir sozinha com ela e conseguir resolver alguma coisa.
3 - Não é divertido. Para mim, pelo menos, porque ela se diverte em qualquer lugar.

Sendo assim prefiro levar ela a um parque, local aberto, aonde ela possa correr e se jogar na terra. Restaurantes também são viáveis porque ela adora comer e fica ali se divertindo agora que aprendeu a comer sozinha (e ai de você se tentar ajudá-la). Faz uma certa lambança, mas tudo contornável.

Mas como a vida não é perfeita, vez ou outra é preciso resolver alguma coisa no tal do shopping. Há algumas semanas maridin disse que precisava comprar umas blusas e lá fomos nós, com a rota previamente definida que é para não perder tempo ali dentro. Chegando lá, claro que ele foi na tal loja e eu fiquei controlando minha pequena fera que corria pelos corredores do shopping, entrando vez ou outra em uma loja, mandando beijinhos para as vendedoras, tentando virar as lixeiras etc etc etc.

Daí que em determinado momento ela encontra uma planta, daquelas que ficam lá no meio dos corredores e nunca viram a luz do sol. Ah é, são de plástico, ops! Nina achou a maior graça em ficar correndo em volta do plantão, enquanto soltava algumas gargalhadinhas se escondia de mim atrás do vaso. Nesse momento, um grupo de senhouras veio andando. Todas rindo e achando Nina uma graça. Como elas pararam bem ao lado da plantinha e atrapalharam os giros da criança, filhota vendo seu caminho obstruído, olhou para o grupo da terceira idade, abriu um sorriso e disse: Tchau, gente! (No melhor estilo "vaza daqui que eu quero correr")

Elas riram, claro, e foram saindo. Aí escuto o comentário de uma delas:

- Essa aí tem que tomar cuidado, porque assim, rindo para todo mundo, qualquer um que chegar leva. Passa a mão e carrega.

Gente, juro. Meu sangue subiu. Respirei fundo e pensei que ela não falou por mal. Mas diz aí? Tem comentário mais desnecessário para se fazer? Como assim qualquer um carrega? Que espírito de porco. As crianças agora não podem mais ser risonhas nem alegres porque vão ser roubadas na rua?

Claro todos nós já ouvimos, infelizmente, histórias horríveis relacionadas com roubos e sequestros de crianças, mas alto lá. Isso não pode ser culpa da alegria ou simpatia dos pequenos e sim da cabeça doentia de de alguns seres humanos (?).

No dia em que as crianças não puderem mais sorrir, brincar ou dar aquele tchauzinho sapeca para a pessoa que está dentro do carro ao lado, a vida vai ser muito sem graça.

Pode me chamar de Poliana, mas prefiro acreditar no lado bom das pessoas. E prefiro, sempre, acreditar no impacto positivo de um sorriso infantil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Resultado do sorteio

Oi gente! Hoje é dia de saber quem ganhou a roupitcha fofa da Lepetitpola!

Fiz uma listinha incluindo os comentários, emails recebidos e afins. Infelizmente, quem postou como anônimo e não assinou ou me mandou um sinal de fumaça, não pode incluir na listagem. No final ficou assim:

1.Carol Damiá
2. Letícia
3. Vanessa
4. Grazi
5. Roberta Loja
6. Juliana
7. Joana
8. Glauce
9. Bruna
10. Fernanda Passos
11. Biessa
12. Ivna Pinna
13. Rebeca
14. Fê
15. Cristine
16. Luciana
17. Deivi Tiba
18. Bia


And the winner is:



Biessa!

Parabéns Bibi, vou te mandar um email com informações e contato para você fazer sua encomenda.

Beijokas

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Obrigada por tudo

Oi tia! Eu gostaria que você estivesse lendo esse post hoje. Não que eu não tenha tido tempo de te falar isso ao longo de toda minha vida, mas só para você saber que nada mudou.




Essa aí na foto com você é a Nina. Essa cara dela não é uma careta, é o seu sorriso para fotos! Você sempre ri quando a vê, mas não sei se você sabe que ela é minha filha. Quando você vinha com aquele papo de que já tinha cumprido a sua missão aqui na Terra e que era hora de partir eu sempre falava que você tinha que esperar para ver meus filhos melequentos correndo por aí. Você ria e achava que não ia dar tempo. Pois deu.

Durante a minha gravidez, você estava um pouco melhor do que hoje, mas já esquecida, e por isso sempre levava um susto ao ver minha barriga: "Você está grávida, Alice???" "Mas você casou???" "Quem é o pai???" E quando a Nina nasceu você a confundiu comigo algumas vezes (deve ser por conta da careca). Uma vez, enquanto ela corria pela sala, você me disse:

- Alice, pega essa Alice pequena que está correndo aí!

Tia, a minha Nina te chama de Bisa Uti! E ela sabe direitinho quem você é. Esse mês você completa 89 anos e talvez a Nina não te tenha aqui por muito tempo, mas vou fazer questão de ensinar a ela tudo que aprendi com você. Vou fazer questão que ela saiba tudo que você significou para mim e como você é parte presente e indissociável do que eu sou hoje.

Com você Rutina, aprendi a ler e escrever. E me diz: como eu poderia chegar até aqui sem esse primeiro passo? Com você aprendi a ser honesta e entendi que nem mesmo um chiclete numa loja de doces pode ser roubado. Nem por brincadeira. Lembra disso? Eu te contei e você foi lá devolver, sem brigar comigo, apenas explicando que era errado. Ainda me trouxe um saco de chicletes. Quando eu pedi para você não contar para ninguém, você respeitou e essa história ficou guardada conosco por anos e anos.

Com você aprendi que mimo é bom demais! Aprendi que discrição é uma ótima saída e que ser independente é muito importante. Sempre te admirei. Por ter trabalhado a vida toda, pela sua força, sua calma e sua ternura. Por me mostrar que família a gente carrega no peito. Por não me deixar dar pitis com a minha mãe nos rompantes de adolescência e por me ensinar que na vida tudo passa.

Tia Ruth, hoje quando te olho não sei você está mesmo ali. Mas guardo bem viva a sua lembrança dentro de mim. Em alguns momentos, sei que aquilo que sentimos uma pela outra é tão forte que ultrapassa até esses problemas físicos. Vejo isso quando você me olha nos olhos e sorri, lá dentro. Os outros podem não ver esse sorriso, mas eu vejo. Eu vi também, aquela risadinha de canto de boca que você deu com a minha cafungada no seu cangote. Nem adianta disfarçar!

Hoje quero te dizer mais uma vez um muito obrigada.

Quero te dizer que amo você.

Quero que saiba que você vai ser para sempre minha avó, tia-avó, mãe, amiga e companheira. E que já sinto sua falta. Vou sentir sempre. Mas é uma saudade boa, daquelas que só sentimos de pessoas que realmente fizeram a diferença.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aniversário e sorteio Lepetitpola

Hoje é o dia do aniversário do blog! (todas grita \o/)

E como aniversário é dia de comemoração, vamos realizar o nosso 1º sorteio! É muita emoção gentchemmm!!!

Vocês conhecem a Lepetitpola?

Eu descobri a marca esse ano quando procurava uma roupitcha para festinha de 2 anos da Nina (que será só em janeiro, mas já comentei aqui que sou descontrolada nos preparativos). Pois bem, foi amor à primeira vista. As roupas são lindinhas, super diferentes, confortáveis e o que é melhor: únicas! Sim, cada peça é feita artesanalmente de acordo com o pedido do cliente. É de babar!

Olha os modelitos escolhidos para minhas afilhadas fofas:

Clara de moranguinho. Nhac!

Helena de zebra, com direito a orelhinhas e rabo
Macacada reunida! Nina estava de Super Nina, mas é claro que ela não parou nem 1 minuto sequer para tirarmos uma foto decente
E olha que máximo gente: como presente para o aniversário do nosso cantinho, a Lepetitpola está oferecendo aos leitores do blog um presente. Vamos sortear uma camiseta ou body personalizado para o ganhador do sorteio. A estampa, cor e tamanho serão escolhidos pelo vencedor.

Ah! Para os leitores que ainda não têm filhos, nada de acanhamento! É a sua chance de poder presentear aquele sobrinho fofo, afilhado ou já começar o enxoval com o pé direito!

Para participar é muito simples: basta ser seguidor do blog (para isso clique naquele botãozinho azul na lateral em "Participar deste site") e deixar um comentário neste post dizendo que quer entrar no sorteio. Os comentários serão numerados de acordo com a ordem de postagem e sorteados com ajuda do nosso querido Randon.

Adendo 1: É preciso ter um endereço no Brasil.
Adendo 2: Para quem não conseguir postar um comentário aqui, pois muitas pessoas reclamam que o blog bloqueia seus pensamentos, hehehe, pode me mandar um email dizendo que está dentro e incluo o nome na listagem, também de acordo com a ordem de chegada.
Adendo 3: O sorteio vai ser realizado na próxima segunda-feira, inscrições válidas até 6 de novembro.


Vamos ver mais algumas coisinhas lindas?





E aí? Está esperando o quê? Participa do sorteio e corre lá para conhecer a Lepetitpola!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Paralamas

No sábado, levamos a Nina de noite para dormir na casa da vovó e fomos dar uma conferida no show do Paralamas no Circo Voador. Gente, foi bom pra CARALEO. Só falando assim mesmo. Quanta música boa, voltei no tempo, curti muito.

No final, maridin soltou a pérola:

- Nossa! Rolou uma galera mais coroa nesse show, né?
- Defina "mais coroa".
- Ah, uma galera assim da nossa idade...

Fui incluída na categoria "mais coroa". Ok.

O show era em comemoração aos 25 anos do álbum Selvagem, que é um clássico da música brasileira. Olha aí um videozinho que entrega a idade da galera que estava curtindo pacas lá no Circo.


Adendo: O álbum foi lançado em 1986 e eu tinha apenas 4 aninhos na época. Só para o maridin saber que aceitei o "coroa" porque sou fofa, mas que fique claro que NÃO somos da mesma geração. Grata pela compreensão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hoje é dia de foto!

Sabe que estamos quase na semana de aniversário do blog? Pois é, no dia 1º de novembro esse espacinho completa um aninho de vida e para comemorar hoje tem uma retrospectiva da gorduchinha em fotos!

Adooooro compartilhar aqui as nossas aventuras e descobertas e também ter a oportunidade de aprender (muito!) com a experiência de outras mamis. Além disso, vou deixando tudo registrado para a pequena ler no futuro.

Ah! Semana que vem rola o nosso primeiro sorteio! Não percam!!!

Não era a cara do Mr. Magoo???
Biquinho no 1º mês de vida
Soneca na cama da mamãe!
3 meses de muuuita bochecha
Primeira copa do mundo
Na casa da bisa
Querendo roubar a máquina
Tem coisa mais linda?
Comemorando o título!
1º dia de 2011 na praia
Acabou-se no carnaval de rua!
Brincando na festinha (detalhe para o bigode de chocolate)
Acabada depois de um sábado do barulho
No seu brinquedo preferido

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sobre a escolha do caminho

Daí você engravida. Um turbilhão de emoções, dúvidas e medos habitam sua cabeça. Você procura apoio na família e em outras mães próximas e cada um fala uma coisa. No começo você fica lá, meio perdida, se deixa influenciar, depois repensa, escuta novos pitacos, muda de opinião...

Aí seu filhote nasce. Seus hormônios se sacodem como loucos, fazendo uma rave dentro do seu corpo. Você chora, se descabela, se emociona, ri, tenta lembrar da vida que ficou para trás, mas só consegue pensar nas bochechas lindas do seu filho e em como ele é bonito... "Nossa, nunca vi um recém-nascido tão bonito assim", você pensa (depois de meses, você revê aquela foto e pensa que trocaram seu bebê por E.T na maternidade). Com as dúvidas se multiplicando, você fuxica na internet a procura de outras mães e descobre uma infinidade de coisas.

Você descobre que as pessoas possuem formas muito particulares de criarem seus filhos. Você encontra dicas maravilhosas e pensa em coisas que nunca tinha pensado. Você vê que algumas mães lutam por seus ideais, talvez de uma forma que você ache exagerada, mas que condiz totalmente com o posicionamento delas. Você percebe que algumas param de trabalhar para cuidar das crias, outras tentam conciliar as duas coisas, que algumas são naturebas, outras adeptas das besteiras, que televisões habitam muitas casas, mas são terminantemente proibidas em outras...

Até que você finalmente percebe que não precisa ser igual a ninguém. Que todas essas milhares de opiniões não estão apontando um dedinho para você enquanto esperam que você se adeque. Não. Elas existem justamente para mostrar que os caminhos são mil e que as opções existem. Elas estão lá mostrando que a sua escolha é livre. Que você pode mudar de opinião, sem vergonha, se achar necessário. Você aprende que a sua história será única, seu caminho terá erros, mas também muitos acertos e que estar aberto para novas discussões é o que nos move, nos faz evoluir, nos faz crescer.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Carioquês

Nina agora adquiriu algumas palavrinhas novas em seu vocabulário. Todas dignas de uma pequena carioca:

Aleu (Valeu) - palavrinha mágica que ela usa no lugar do clássico "obrigada" quando, por exemplo, o porteiro abre a porta do elevador para nós. Já ensinei também a versão mais educadinha, mas ela prefere o "aleu" nosso de cada dia.

Aleu  Galeia (Valeu Galera!) - isso é na hora de dar tchau para os amiguinhos e professores na escola.

Patiu (Partiu) - Não, não é para partir o bolo. É para meter o pé, sair, ir para rua. Basta falar "Nina, vamos passear?" e ela "Patiu"!

Fui (é fui mesmo) - Depois do partiu entra em cena o fui!

Calaca (Caraca) - Não é sujeira, é uma expressão de surpresa. Por exemplo, ela joga todos os lápis de cor no chão e grita "Calaca"!

Coisa mais fofa das coisas fofas!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma mãe realizada

Vocês conseguem ver daí a minha cara de satisfação? Dá para enxergar o meu sorriso de orelha a orelha? Hein? Dá?

Pois é pessoas, agora sou uma mãe realizada. Totalmente. Desde o fio de cabelo até a unha do dedin do pé! Ando jogando confetes e serpentinas pela casa, enquanto danço ao som da banda do Zé Pretin. É muita felicidade, jizuiz!

E tudo isso por que? Porque minha filhota fofucha ouviu as minhas preces e resolveu que agora ela acorda depois de mim. Oi??? Sim, depois de mim. Não sou mais acordada com ela me chamando. Meus olhos se abrem pela manhã por livre e espontânea vontade. Claro que isso só ocorre nos finais de semana, pois nos outros dias o inconveniente é o tal do despertador. Mas tá lindo, gente! Tá lindo!

No final de semana passado ela acordou, pasmem, às 10h40 da manhã!!! Vejam bem, 10h40. A essa altura, eu já tinha levantado, escovado os dentes, assistido o The Big Bang Theory, gritado BAZINGA com o Sheldon e tomado um copo de coca-cola leite.

Aí ela levanta super de bem com a vida e eu mais de bem com a vida ainda nem me ligo que ela atirou todos os brinquedos pelo chão em uma fração de segundos e já colou massinha na parede. Minha alegria era tanta, que se ela me pedisse eu colava a massinha até no teto!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão"

Filha,

alguns itens importantes para sua sobrevivência em família:

  • Eu falo palavrão e não vejo problema nenhum nisso. Sim, não podemos usá-los a todo momento, mas em certas horas eles são super úteis e nada pode substituí-los. Aquele K@#%!! que você me ouviu repetir ontem durante o futebol foi super bem empregado, você vai aprender com o tempo.
  • Lá em casa nós somos adeptos de uma palavrinha mágica chamada respeito. Se você aprender o teor dela, sua vida será beeeem mais feliz. Vou me empenhar para que você entenda.
  • Certo e errado são relativos em quase tudo, menos quando estamos prejudicando alguém. Se um dia eu te disser que algo está errado, me obedeça (olha o respeito, menina!), mas fique à vontade para expor sua posição. Sou a favor de mudanças, faz parte da evolução.
  • Não somos adeptos de máscaras. Você vai aprender logo que quando sentimos alguma coisa, demonstramos. Abra um sorriso quando estiver feliz, mas não se acanhe em botar para fora uma insatisfação.
  • Gostamos de muitos amigos pela casa, mas quando queremos ficar sozinhos, barramos a entrada deles sem medo (foi mal galera!).
  • Mamãe é esquecida, mas papai é muito pior! Bilhetinhos pela casa podem ajudar (enquanto você não sabe escrever, eu escrevo os bilhetes para mim mesma).
  • Futebol é paixão nacional e paixão lá em casa também. Não dá para sair na hora do jogo.
  • Vamos errar muito. Vamos brigar muito. Vamos te amar sempre.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Coca-cola

Eu não sou uma mãe super rígida na alimentação da Nina. Permito alguns desvios que considero importantes para a felicidade da infância (gostaram da justificativa para deixar minha pequena se lambuzar de brigadeiro em festinhas???).

Tenho lembranças deliciosas daquela espera pelo momento de comer um doce nas festinhas de aniversário. Mas a verdade é que essa expectativa só existia porque para mim comer doces não fazia parte da rotina, então eu sabia que não era uma coisa qualquer, corriqueira. Aqueles brigadeiros eram especiais (como se precisasse ter algo mais especial do que o sabor que já lhe é peculiar). Enfim, não proíbo a Nina de desfrutar desses momentos, mas durante a semana e em dias normais, ela mantém uma alimentação super regradinha, o cardápio da escola dela é ótimo, com muitas verduras, legumes, frutas, carne de soja e afins. A pequena devora tudo! Aliás, ela troca quase qualquer comida por uma banana (minha macaca albina!).

Mas, eu não sou tãããão liberal assim e de algumas coisas não abro mão, não arredo o pé, nem venha oferecer para minha filha. Coca-cola (vale para refris em geral) é a primeira da lista. Não pode e enquanto eu puder controlar, não vai poder. Sabe porque minha gente? Sou cocólatra. Viciada mesmo, chego a ter dor de cabeça nos dias em que não provo daquele líquido preto, gasoso, gelado e delicioso. Tenho nas minhas memórias mais remotas e felizes, vejam bem a gravidade da coisa, a lembrança de tomar coca-cola na mamadeira (valeu vó!). Aquele gás concentrado no bico, dando coceirinha no nariz... Preciso de tratamento já!

Pra piorar, nós só gostamos da zero. Aquela cheia de sódio e adoçante...

Sendo assim, dada minha paixão declarada pela coisa e do maridin também, Nina vai continuar sem saber o que é coca-cola. Ela até sabe, ela vê a garrafa e diz "Coca - Mamãe", sabe que ela não pode, mas sei que o ideal seria afastar a tentação lá de casa. Vou me empenhar, gente. Vou me empenhar.

Outros itens proibidíssimos, mesmo em festas, são balas, pirulitos, biscoitos amarelos, daqueles que minha mãe vetava na lancheira da escola, e biscoitos recheados. Biscoito recheado só vale se for aquele artesanal, com recheio de goiabada, esse até rola, mas aquele recheiozinho de gordura hidrogenada, nem pensar, ok? Essa parte vai ser mais fácil, porque esses itens nem entram lá em casa. Somos um casal guloso, mas essa não é a nossa praia..

Mas sabe o que Nina gosta mesmo??? Leite. Não é mais o meu, porque infelizmente a fonte aqui já secou, mas a bichinha passa o tempo todo me pedindo "eitinho". E todo dia é assim:

Abre o olho pela manhã: "Eitinho!"
Sai do banho: "Eitinho!"
Passa pela cozinha: "Eitinho!"
Avista a mamadeira na gaveta: "Eitinho!"

E aí dona Nestlé, dá para mandar um estoque de grátis lá para casa? Se puder só baixar o preço já fico feliz, ok? Porque a promoção de aniversário do Guanabara* não deu para encarar não. Tenho amor a minha sanidade(?) mental.

* Para quem não conhece, Guanabara é uma rede de supermercados que todo ano faz uma super promoção no mês de aniversário e, simplesmente, dá um nó no trânsito da cidade, além de oferecer aos consumidores momentos únicos de puxões de cabelo, gritaria e algazarra em seus corredores.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O maternal (II)

Nina está perfeitamente adaptada ao maternal. Ela agora chega na escola cada dia mais feliz e fala o nome de todas as "tias" no caminho. Se cheguei a pensar que ela poderia estranhar um pouco por ser a mais nova entre as crianças, isso caiu por terra com os comentários das professoras de que ela anda liderando a turma . Oi??? Líder???

Não sei se fico feliz ou com frio na espinha dado o histórico prévio de "liderança para bagunças" do papai da Nina.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Publicidade para crianças. Isso pode???

Ontem fui lá na Mari, durante a minha espiadinha básica de todos os dias nos blogs de mamães, e me deparei com um assunto importantíssimo e um tanto assustador: publicidade infantil. Li o texto todo e assisti o documentário indicado por ela do Instituto Alana. O nome é Crianças, a Alma do Negócio.

O vídeo é um soco no estômago. Eles abordam as consequências da publicidade infantil na vida de pais e filhos, mostrando meninos e meninas de seis, sete anos que preferem comprar a brincar. Que conhecem o nome de todas as marcas, não apenas infantis, mas de celulares e carros, mas desconhecem uma manga. Sim, uma manga. Aquela fruta amarela e deliciosa. Em determinado momento, uma menina diz que o suco direto da fruta não serve, tem que ser o de caixinha. A repórter pergunta se ela não gosta de sucos naturais e a resposta é assustadora: "Nunca provei."

Tudo isso intercalado com alguns exemplares da propaganda direcionada às crianças. A que mais me chocou, e olha que foi difícil escolher, foi uma em que várias meninas (meninas, tá? CRIANÇAS) aparecem falando sobre o que é fashion. Fashion para elas é estar na moda, usar batom, dançar... até que em um momento uma delas diz: "Fashion é brincar." Todas as outras fazem uma cara de susto e dizem: "O que???" E ela termina dizendo que ninguém é de ferro. Alô??? Brincar agora é uma transgressão?

O vídeo do Alana e o post da Mari me fizeram pensar muito. Quem me conhece sabe que gosto de comprar. Não sou ligada em marcas, mas gasto mais do que deveria com coisas que não preciso. Não são coisas que não uso, mas que sem dúvida poderia viver sem elas. Desde que a Nina nasceu isso mudou bastante. Inicialmente porque minhas prioridades mudaram e ela passou a ser o foco principal. Além disso, comecei a me preocupar com a pessoinha que eu estava criando e não quero passar para Nina meus devaneios consumistas.

Minhas compras para a pequena costumam ser controladas. Durante a gravidez não comprei quase nada, montei seu quarto com móveis meus repaginados (valeu mami pelo trabalho artesanal!) e com um berço comprado em brechó. Compro roupas de acordo com a necessidade dela, mas sim abro exceções para algumas coisas lindas que encontro por aí. Brinquedos eu não compro porque ela ganha muitos (enchi três sacos grandes de brinquedos para dar em menos de dois anos de vida) e até hoje ela não me pediu nenhum, apenas revistas para colorir, lápis e caneta. Acho ótimo!

Em um momento do vídeo, eles abordam a importância de dizer NÃO para a criança. Lembrei de quantos NÃOs eu ouvi na vida. Foram muitos. E mesmo assim, quando lembro da minha infância, não consigo lembrar de nada que tenha me faltado. Eu tive tudo, incluindo bens materiais. Agora vejam, se eu tive tudo e não me lembro da nada que tenha me faltado, apesar de ouvir muitas negativas, é porque realmente o que eu pedia não era uma necessidade. Era o puro querer.

Lá em casa nós gostamos de televisão. Não proíbo a Nina de assistir, mas tento controlar. Evito as propagandas e ela sempre prefere brincar a ver TV, isso é fato. Nesse final de semana uma pessoa queridíssima fez uma observação sobre a Nina que me deixou muito feliz, ela disse: "Nina você está sempre assim! Pé no chão, toda suja, só de fralda..." E criança não tem que ser assim? Estávamos no batizado da minha afilhada, o sapato da Nina estava saindo do pé, ela quis tirar, eu tirei. Ficou de pé preto e era a mais sujinha das crianças que lá estavam. Quero mais é que ela se esbalde!

Aderindo a campanha, também repasso o link para o Manifesto pelo Fim da Publicidade Infantil: http://publicidadeinfantilnao.org.br/. Minha assinatura já está lá!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É MIIINHA!

Não sei bem quando, nem como, mas Nina aprendeu essas duas palavrinhas e vem repetindo sem pudor: É miiinha!

Entramos em uma papelaria, ela catou uma caneta e falou: É miiinha! Fiz uma cara blasé, tirei a caneta da mão dela, continuei andando e comprei uma massinha, meu foco inicial, entreguei e... É miiinha! Sim é sua. Eu hein, possessiva.

Próximo passo, Lojas Americanas, aí ela enlouqueceu. É miiinha! É miiinha! É miiinha! Enquanto catava coisas aleatórias pelas prateleiras. Tive que abandonar meu ar blasé e explicar que nada ali era dela, nem meu, nem do papai e que iríamos comprar uma privadinha para ela fazer xixi e cocô. Ela fez um "tá" e fui em busca do troninho enquanto papai ficava lá distraindo ela. Quando cheguei ela se encontrava agarrada em um urso de pelúcia. É miiinha, ela disse. Ai meu Deus, que fixação.

Mostrei a privada, ela se empolgou, largou o urso, sentou e levantou mil vezes dizendo que tinha feito xixi. Fechava e abria a tampa, achei que rolou um entrosamento entre ela e seu penico. No fim, agarrou o troninho e disse: É miiinha!

Ok, ok, vamos pagar esse trem. No caminho ela cruzou com uma pilha de brinquedos da linha "My little Pony". E aí? Parou na frente deles e disse é miiinha???

Imagem daqui

Não. Olhou para os bichanos coloridos e cabeludos e repetiu:

- Poni! Poni! Aldito! Aldito! (tradução: Pônei! Pônei! Maldito! Maldito).

Chupa essa manga mamãe que acha que a musiquinha do comercial de carro é uma boa para estimular a pequena a brincar com o cavalinhos de brinquedo que o papai comprou para ela.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nina e as cores

- Nina, que cor é essa?


- Emelho!
- Muito bem, filha! (Um gênio essa menina!)

- E essa?


- Emelho!
- Não, é verde (ok, errar uma, né?). E essa?


- Emelho!
- É azul, filha (putz). E essa?


- Emelho!
- Amarelo, Nina (meu pai do céu, é daltônica!). Vai filha, a última. Que cor é essa?


- Ôxú!

Ufa! Ainda há esperança....


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Piada do dia!

"Olá, mamãe e papai:
Coça... coça....
Solicitamos a verificação na cabeça do nosso tesouro para afastar possíveis piolhos."

Esse foi o recadinho que chegou na agenda da Nina na sexta-feira. Claro que é um recado geral e todas as mães e pais receberam, mas foi impossível não soltar uma gargalhada ao ler essa pérola.

Nina tem quase dois anos e uma mecha de cabelo na frente ornada com dois cachos na nuca. Ela é careca. Até onde eu sei, piolhos precisam de cabelo para sobreviver, para grudar aquelas patinhas nojentas.

Enfim, seria muito azar que ela cultivasse esses bichinhos desagradáveis em seus 10 fios de cabelo.

Nina e papai na praia! Piolho lá em casa só se for em mim né?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O maternal

Nina foi promovida na escola e saiu do berçário para o maternal. Agora ela tem uniforme, que eu ainda não comprei, e não é mais considerada um bebê.

Nessa nova fase ela tem um tempo dentro de sala de aula para fazer atividades diferentes, que estimulem seu desenvolvimento. Além disso, ela passou de "mais velha da turma" para a mais nova. A adaptação foi super tranquila e já tinham até me avisado que ela não queria mais subir para o berçário, entrava na escola e ia direto para a sala do maternal. Foi tão fácil a mudança que recebi um bilhete em uma segunda-feira falando que começariam com a adaptação dela na nova turma e, antes do final da semana, já estava lá na agenda: "Nina agora faz parte do maternal."

Bom, pude perceber que ela está chegando em casa mais cansada e capotando mais rápido na cama. Sinal de que a nova rotina está afetando a pequena. Devolveram a chupeta dela que ficava na escola e ela não sentiu falta. Trouxe seu primeiro trabalhinho para casa, uma baleia de papel presa em um palito de picolé e parece estar tranquila com mudança.

Reparei também que de uma semana para cá ela já fica muito incomodada com a fralda suja. Se fizer cocô no carro, ferrou, porque ela não quer sentar na M#*!@, literalmente.

Será que é hora de me livrar da chupeta e partir para o desfralde?


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Da vida que eu quis pra mim

Quando pequena eu idealizava a minha vida adulta. Ainda me lembro de algumas coisas:

- Eu me casaria aos 24 anos. Linda, bronzeada e magra em um vestido de noiva de abalar as estruturas.
- Aos 25 anos teria o primeiro filho.
- Meu marido seria fofo e prestativo, me ajudaria bastante com o pequeno. Nós dois trabalharíamos.
- Nossa casa seria clean. Sempre arrumada, comeríamos na mesa e teríamos uma cozinha planejada.
- Teria um segundo filho aos 27 anos.
- Nós, claro, super bem sucedidos, viajaríamos muito com os pimpolhos.
- Eu teria um carro e ele outro.
- Aos 29 teria o último filho e pronto.
- Crianças fofas, educadas e organizadas.

É pra rir, né? Eu queria ser um comercial de Molico!

Vamos lá para a vida que eu construí pra mim.

- Não me casei. Nem linda, bronzeada e magra, nem tampouco linda, branca e gorducha (porque linda toda noiva é ou acha que é!)
- Engravidei da Nina aos 26 anos. Acidentalmente e achei muito cedo. Não estava preparada.
- Juntei os trapos. Maridin é louco, no bom sentido da palavra. Divertidíssimo, leonino e meio ogro. Nós dois trabalhamos, eu de dia e ele de noite.
- Nossa casa é legal, mas vamos moldando ela aos poucos, com muita coisa improvisada. A cozinha, definitivamente não foi planejada e arrumação por lá é coisa rara. Somos bagunceiros.
- O segundo filho continua no papel, quem sabe em 2013?
- Bem sucedidos? Estamos correndo atrás. Não sou uma executiva, nem ele um mega empresário, mas vamos pagando as contas muito bem obrigada.
- Carro? Será que posso chamar a Jubiraca de carro? E é só um, não dois.
- Terceiro filho? Acho que não...
- Nina é sem dúvida fofa. Educada em parte. Organizada jamais.

Sabe que gosto bem mais da minha vida real?



Nossa casa não é de comercial, mas vive cheia de amigos, que nos conhecem e conhecem os brinquedos da Nina espalhados pela sala. Maridin e eu somos quase opostos, mas imagina que chaaato viver com alguém certinho e com horários normais? Acho que não ia me acostumar. E a Nina?

A Nina é bem mais do que eu sonhava...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Da série: coisas que eu não sabia quando engravidei

Eu não sabia de muitas coisas. Mas o que eu DEFINITIVAMENTE não sabia é que meu pé cresceria um número. E o que é pior, as pessoas sabiam disso, aconteceu com várias mães que assuntei, mas ninguém me contou nada. Talvez porque nesse caso não há muito o que fazer. Ele simplesmente cresce.

Bom, eu calçava 36, só que apenas uma das minhas duas patinhas cresceu, de modo que hoje calço 36 no meu pé direito e 37 no esquerdo. Agora me digam: qual a loja que vende sapatos avulsos e não em pares? Pois é nenhuma. O jeito é andar com um sapatinho sobrando um tico porque apertado é que ninguém merece, né não minha gente?

Como desgraça pouca é bobagem, tive um probleminha no meu pé esquerdo. Ele entortou e o médico me orientou a usar uma palmilha especial. Agora façam as contas: a palmilha é 37 e, para não ficar incômodo, o ideal é usá-la em um sapato 38.

Oi??? 38??? Gente, meu pé direito é 36 e não tem palmilha. Vai ficar lá sambando no sapatão 38?

Vou ali me matar e já volto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre as bonecas de hoje em dia

Nina não ligava muito para bonecas, mas agora começou a gostar. Ela já tinha algumas que ganhou de presente e que estavam lá jogadas guardadas dentro do baú. Com seu gosto repentino pela coisa, catei todas e incluí no seu balde de brinquedos diários.

O negócio dela é dar comida, colo e colocar as bonecas para dormir. Todas em cima da mesa de centro e cobertas até a cabeça. Na hora de dormir ela enfia geral embaixo do pano, boneca, bicho de pelúcia, cachorro de plástico, é a hora do soninho. Olhando superficialmente, as bonecas da Nina (são três no total) se parecem com as minhas bonecas de antigamente. Uma é toda molinha, com corpo de espuma, as outras duas imitam mais um bebê. O problema é que essas últimas falam. Uma delas tem um botão na barriga e cada vez que você aperta ela fala uma frase diferente, do tipo: Me dá um beijinho, Quero colo... e Nina, claro, faz tudo que seu mestre mandar. A outra boneca é meio Alien e, apesar de parecer inofensiva, ela tem um sensor de movimento e do NADA desanda a falar e ela tem um texto grande decorado, sabe? Repere, repete, repete sem parar e depois finaliza com uma risadinha maléfica.

Agora idealiza a cena: eu na madruga, entrando no quarto na ponta dos pés para dar aquela checada básica, sem deixar a criança acordar e...

- Oi, oi, sou eu, sou eu mesma! Quero ser sua amiguinha! Me pega no colo? Vamos passear juntas? Me dá um abraço. Vamos estar seeeempre juntas....

CARALEO, joguei a boneca de volta no baú, pra ver se a bateria acaba e ela pode voltar a conviver com as pessoas.

Mas a verdade é que nenhuma boneca da Nina se compara com essa aí embaixo:



Me diga por favor, quem foi o ser que em sã consciência criou essa boneca prima do Chuck???

Esse modelo aí é o "Primeiros dentinhos". Sim esses dentões de coelho que ela carrega na boca são acionados de alguma forma e brotam de uma hora para a outra. Quando você entra nas Lojas Americanas, elas estão por toda parte, é um susto atrás do outro com elas nas prateleiras. O precinho, claro, é salgado, cerca de R$ 250,00.

Agora me diz:


Você levaria essa fofura para casa??? Sem medo da bonita acordar no meio da noite e incorporar o priminho famoso? Levaria?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O bolão de aniversário


Depois da festa de um ano da Nina, eu ouvi da minha tia um conselho porreta de bom:

- Festa de criança a gente só faz em ano ímpar, que é para dar tempo de esquecer o trabalho que deu!

Minha tia é do tempo em que festa de criança a gente fazia em casa, enrolava brigadeiro, organizava o trem todo e no fim das contas ficava com a bagunça para arrumar. Como decidi fazer igual, já que tenho ótimas lembranças das minhas festas caseiras, confesso que a frase caiu como uma luva pra mim. Eu estava exausta e pensei, de verdade, em só celebrar novamente quando Nina completasse três anos. Os dois anos passariam felizes com um bolinho em casa, brigadeiro de panela e uma vela elaborada para dar glamour à foto! Mas daí que são tantas festas lindas pela internet... daí que Nina já está tão esperta que vai curtir pacas a festinha... daí que é claro que a mamãezinha aqui não aguentou e no meio deste ano já estava completamente esquecida do trabalhinho micro que deu a festinha de um ano e super, ultra, hiper disposta para o segundo aniversário.

Desde então, sempre que vejo alguma coisinha que me agrade e que possa servir para a decoração da festa, eu compro. De modo que já estou com tudo praticamente pronto, ocupando um espaço que eu NÃO tenho em casa e ainda estamos em setembro. Com isso, confesso, que penso bastante na festinha e já até sonhei com a dita cuja porque a verdade é que adooooro fazer isso. Organizar, escolher as coisas, pensar no tema.... Foi por isso que dia desses andei me lembrando das festas que frequentei quando era criança e também das que rolaram lá em casa e gente, babem, tive até aniversário com direito a Branca de Neve e príncipe encantado devidamente paramentados. Ok, o príncipe era gay e, dizem as más línguas, arrastou uma asinha para papi, mas eu nem tomei conhecimento deste fato e curti cada segundo.

Aí me lembrei que o momento mais aguardado das festas não era a hora do parabéns e sim o momento de estourar o bolão de doces. Acho que não fazem mais isso nas festas o que é uma decisão muito acertada, afinal, idealiza:

Uma bola gigante de encher lotada de balas, chicletes, chocolate, alguns mini brinquedos. Posicionada em um local estratégico, com espaço para as crianças (de tamanhos diversos) se aboletarem em baixo da dita cuja e se prepararem para o momento exato dos doces voadores. 


Pode dar certo?

Pois bem, eu era super craque nisso. Me posicionava ali, no meio do empurra-empurra e atacava só os chicletes (que mami não me deixava comer). Enchia as duas mãos de muitas porcarias proibidas e saía feliz da vida. Mas confesso que quando a tal bola estourava o troço ficava muito levemente violento e a criançada se jogava de peito no chão, pra ver quem agarrava mais guloseimas e podiam sim ocorrer muitos alguns atritos, cotoveladas e tombos.

A mini Alice achava isso o máximo, mas definitivamente estou ficando velha, só pode. Ontem revendo Tropa de Elite confesso que achei bem parecida a cena das crianças atacando as balas com a galera catando a comida do chão no treinamento do Bope.

Doida? Cê acha? Ahhh, eu sou mãe, né? Mãe tem todo direito de ficar meio pancada, maluca e neurótica depois que o filho nasce, não pode?

Na festa da Nina bolão jamais!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cadê o meu bebê?

Alguém pode, por favor, parar o mundo que eu quero descer???

Quando foi que a mamãe aqui piscou e aquele meu micro baby, que mamava toda hora, virou essa menina linda, fofa e birrenta que habita minha casa?

Sim, foi uma cesariana. Relaxa que no próximo baby, nem que eu tenha que esperar 45 semanas (como minha vó) a criança sai pelo lugar certo!


Nina dormia em cima da minha barriga, ela cabia ali direitinho. Hoje nós até tentamos, mas sua cabeça compete com o meu queixo e suas pernas ficam lá tentando se equilibrar em cima das minhas.

Antes quando ela acordava no meio da noite bastava colocar no peito e ela dormia. Hoje, ela senta na cama, diz que não quer dormir, joga a chupeta longe e me pede para ir brincar. Às 3h da manhã...

Foi noutro dia que ela aprendeu a se virar sozinha e hoje corre por cima do sofá e ensaia alguns saltos ornamentais, para meu desespero.

Antes ela chorava porque não sabia falar. Hoje ela chora, se joga no chão e bate com a cabeça na parede porque aprendeu a fazer manha.

O meu sorriso banguela deu lugar a uma boquinha nervosa e cheia de dentes, disposta a provar todos os sabores que o mundo lhe oferecer. Incluíndo terra, areia, conchas do mar e Hipoglós.

Se antes passear de carrinho pela sala de casa a acalmava, hoje ela exige ir para rua e se planta na porta de casa esperando o momento de sair.

Para completar, hoje me dei conta que faltam só 4 meses para ela fazer 2 anos.
2 anos ainda equivalem a 730 dias ou diminuíram isso e esqueceram de me avisar???

Saca a cara de sapeca!