quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A toupeira que há em mim

Sabe... não me alembro muito bem, mas pelas recordações que me restam, eu não era tão tapada assim na gravidez anterior. Gente, não sei o que ocorreu com a minha pessoa, mas meu cérebro fundiu. Não posso mais confiar nele como antigamente e agora faço listas para mim mesma. Listas. Muitas. Sou capaz de escrever nelas: "acordar-escovar os dentes-tomar café", porque tá fueda.


Tenso.

Sabe o tal ácido fólico? Dizem que é bom pro bebê, que é importante tomar, mas eu não me lembro. Nem escrevendo na lista. Sabe aquela conta de gás? Dizem que é importante pagar, que se não cortam o serviço, mas eu também esqueço dela. E assim vai sucessivamente. Só não esqueço de dar almoço pra Nina porque ela me pede comida a cada vinte segundos.

As vezes no silêncio da noite eu programo o meu dia inteiro de amanhã. Me encho de vontade, coloco meu despertador e porraninhuma acontece no dia seguinte, porque quando não é a toupeira que há em mim, é a preguiça que me domina.

Enfim, é isso meu povo. Quem souber de algum remédio que resolva, alguma reza, banho de pipoca, tô aceitando, viu? Vou até me lembrar de fazer, acho.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O hematoma, o útero retroinvertido, a barriga e o caos.

Eu fiz umas promessas para a minha segunda gravidez. Fiz aqui neste mesmo bloguinho, em alguma postagem lá nos primórdios. Depois o segundo filho saiu dos meus planos, as coisas mudaram, o tempo passou, a vida seguiu, a Nina cresceu, vieram as férias, a Bahia e pimba! Segundinho na área.

Pausa.

Já tinha contado que o baby foi feito na Bahia? Naquela terra linda aonde o que chega nunca é o que você pediu? Na Bahia tudo pode, então ninguém se importa de receber um suco de graviola, quando você pediu melancia!

Despausa.

E como afinal uma pessoa engravida DUAS vezes sem planejar? Simples. Ela se chama Alice e não toma pílula. Mas tem a menstruação hiper regulada e conhece exatamente os seus dias férteis, mas aí... aí ela vai passar férias na Bahia... e quem? Quem em sã consciência, consulta o calendário na Bahia??? Mesmo assim, no dia, na hora H tive um clik "hoje não pode", mas pelo visto era tarde demais. Ainda avisei ao marido "Fizeste um bahianinho(a) hj". E ele CA-GOU para o meu sexto sentido e ainda riu. Não se pode dizer que eu não avisei.

Ocorre que fiz uma ultra bem precoce, antes mesmo de ir ao médico, porque não sabia quem seria meu médico, nem quando seria a consulta, mas já queria ir com o exame pronto. Claro, não deu pra ver nada além de um hematoma subcoriônico. Oi??? Sim, foi essa a minha cara para a moça do ultrassom. Oi??? "Não é grave, mas fale com o seu médico". Que médico minha filha? Não tenho médico ainda não, pensei. Pensei, mas não falei.

O que fazemos nessas horas? Ligamos para nossa mãe, claaaaro. Que no meu caso é médica, porém não obstetra. "Mãe, me arruma um médico aí porque tenho um hematoma sei lá o que, a moça do ultrassom falou". A resposta foi um "ah tá". Sem dar muito ibope. Coisas de mãe médica. Fiz então o que todos nós fazemos quando queremos saber alguma coisa: pesquisei no Google!

Pra que o ser humano faz essas coisa???

A recomendação era repouso, risco de aborto, coisa trash. Obedeci, enquanto aguardava meu médico e minha casa virou o CAOS na terra elevado a mil (soma aí: Eu, marido, Nina, Pietra, Jujuba, Fred and as festas). Mas ok, respirei e aceitei o caos. Repouso até a consulta, marcada para o próximo dia 10.

Mas o dia 10 tava demorando, mas tava demorando e a faxinha aqui em casa me chamando, aí pentelhei minha mãe, que pentelhou o médico (que ela conhece, claro) e fui lá encaixada dia desses fazer uma outra ultra e dar uma avaliada geral. Fui no Pedro Ernesto, hospital público aonde ele atende, porque no consultório ainda não tinha vaga. Fiz a melhor ultra da vida, com a imagem mais nítida que já tinha visto e lá estava a azeitona pulsante em minha barriga. O médico caaaaalmo, numa tranquilidade, disse que estava tudo certo, que havia sim um hematoma, mas que isso podia acontecer, era normal, não me proibiu de nada, mas me deixou evitando excessos (tenho uma dificuldade imensa em saber o que são excessos... mas como dia 10 vou no consultório, me informarei melhor).

Fora isso tá tudo de boa, tudo na calma, enjoos de leve, dores de cabeça chataaaas, um calor do capeta no Hell de Janeiro. Tudo na mais perfeita ordem ;)

Extras:

- Descobri que tenho o útero retroinvertido e que tal condição dificulta a gravidez. Oi???
- Quando me perguntam se já tenho barriga, tenho vontade de dizer que sim, tenho desde que eu nasci, rs. Mas o fato é que eu que sou dessas que incha muito quando vai ficar menstruada, quando engravida, esse estufamento vem e não vai mais embora não, fio. Logo tenho barriga sim. No auge das minhas quase 7 semanas de prenhez.
- Hematoma sub sei lá oq: é um acúmulo de sangue entre a parede do útero e o saco gestacional. Costuma ser reabsorvido, mas em alguns casos pode causar um aborto. É detectado através do exame de ultrassom. No meu caso não houve sangramento, mas algumas mulheres podem sim sangrar (isto eu aprendi nas minhas pesquisas, logo não é nenhuma informação médica, rs).
- Nina: para quem não vê a minha pequena há um ano, segue uma fotinho dela bem linda, bem loira, bem charmosa, fantasiada de Valente, o que ela de fato é. E tenho dito.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Tudo novo de novo

Daí que a pessoa abandonou o blog.

Abandonou mesmo, papo de quase um ano sem dar as caras, consideração zero com azamiga virtuais.

E a culpa é de quem???

Minha? Claro que não, é do Mark. Aquele ser que inventou o Facebook e que me faz registrar todas as pérolas da minha pequena grande menina - agora com quatro anos - de um jeito tão rapidinho (e superficial, é verdade) que não venho aqui nem pro cafezinho.

Rotinas me incomodam. Não que eu não goste delas, elas que não gostam da minha pessoa. Eu programo, eu imagino posts, eu escrevo na minha cabeça. Eu quero criar hábitos, mas aê o dia começa e não é nada daquilo que eu imaginei.

Enfim, esse embaralhow todo aqui em riba é só porque decidi reativar esse bloguinho. Por que causa, motivo, razão ou circunstância? Porque estou prenha again, hahahaha (risada de nervoso).



"Alice que legal! Estava nos planos para 2014?" E eu lá planejo alguma coisa meu povo?

"Mas vocês nem estavam tentando?" Não.

" E não pensavam em ter outro filho?" Não agora.

Mas tá lindo porque vinda de uma família cheia de irmãos sei que não poderia ter só um filho na vida ever!

Contamos pra Nina, que bateu palminhas de excitação e solicitou um abraço coletivo, uma de suas manias.

- Chama a Pietra mãe! Pro abraço coletivo!
- E a Jujuba filha?
- Jujuba não. Ela não sabe se comportar. Nem vai saber cuidar do bebê.

Adoro crianças realistas.

É isso minha gentchy, estou de vorta!

Beijin no ombro.

quinta-feira, 28 de março de 2013

3 anos e a bicharada

É taaanto tempo que eu passo longe daqui, que quando resolvo dar o ar da graça, nem sei bem como começar... Mas vamos atualizar essa bagaça aqui se não quando a Nina for ler vai achar que meu diário online não valeu de necas.

Puxa a cadeira e vem comigo ;)

Nina fez três anos em janeiro. Teve uma festa econômica, porém fofa. Ao ar livre, mas na chuva. E quer saber? Foi ótimo. Amigos, família, pessoas queridas, crianças sujas de lama. Lindo que só.

Tenho achado difícil ter uma filha com três anos. Mas quem falou que seria fácil, né? Na verdade é muito menos trabalhoso do que um bebê e também menos cansativo fisicamente (na minha opinião), mas emocionalmente é um eterno exercício de paciência. Aprendo muito com ela e tento ensinar também. São muitos "porques", alguns rompantes de falta de educação, mas também momentos lindos de criança ficando mais independente, como hoje, por exemplo:

Há algum tempo que não a levo até a sala de aula na escola, chego na porta e ela vai sozinha. Ano passado ela fazia questão que eu a deixasse dentro da sala de aula e chorava quando eu saía. Mas hoje, particularmente, ela estava com  a mochila e mais duas bonecas, pasta, enfim, umas tralhas, então fui andando até a sala com ela, pra ajudar, mas quando ela me viu indo atrás disse logo:

- Por que veio até aqui dentro mãííím? Não precisa! Tchau, beijo.

E foi-se. Independente. Toda cheia de traquejo com a mochila, dando "ois" para as pessoas que cruzavam com ela no caminho. Chorei, viu? Não de tristeza ou por achar que ela não precisava mais de mim, até porque sei que ela precisa muito. Chorei de alegria, de vê-la tão feliz na escola, tão cheia de si. Ai, ai...

Pra completar a alegria do dia, na volta do colégio ela comentou que uma amiga levou pirulito para o lanche da escola, mas que ela ia contar para ela e para os outros amiguinhos que pirulito e bala não são legais porque estragam o dente. E o que o seu lanche, com banana e sanduichinho estava muito mais gostoso. "Acho que ela não sabe, mãííim, mas eu vou avisar".

Ah, que fofuraaaaa people!

Ah, tem mais novidade. Em um ímpeto de loucura, achei que estava tudo muito tranquilo por aqui e adotei uma cachorrinha. A Jujuba.


Duas semanas depois, um gato entrou no motor do carro do maridin, deu um rolé com ele pela cidade e ao ouvir o motor miando, ele trouxe o gato para casa com a seguinte justificativa: "Alice é um bebê. Eu não posso largar um bebê na rua, posso?" Não, não pode.

E chegou o Frederico. Todo feio coitado. Magro, imundo e cheio de pulga. Agora somos eu, marido, Nina, Pietra, Jujuba e Fred. E estamos sobrevivendo, acreditem.

Eu era assim...

Mas já tô assim ó!
Ah, e retiro tudo o que disse sobre a Pietra ser a pior cachorra do mundo. Ela é uma linda. Recebeu os novos hóspedes numa boa. Brinca com a Jujuba, lambe o Fred todo... uma graça!

Hora da farra!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eu queria...

Eu sempre quis ter um blog que dá dicas, sabe? Aqueles que você coloca no Google e encontra tanta informação importante que adiciona na sua lista de favoritos e qualquer dúvida, clic, vou lá ver o que o blog da Alice diz.

Eu queria chegar aqui, toda sorridente, toda sissintindo e despejar em vocês ideias de como organizar a casa pós-baby, de como fazer a cria largar a chupeta, de como ensinar o seu pequeno a fazer cocô e xixi sozinho. Ahhh, eu queria ensinar a organizar a relação filhos +  trabalho home-office, eu queria dar receitas, ensinar a tirar mancha do uniforme e a comprar material escolar na promoção. Pois é, eu queria.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA (#risadamaléficadedesespero).

Mas sabe, people, pra fazer tudo isso eu preciso primeiro conseguir andar na minha casa porque a bagunça me engoliu e nem sempre consigo chegar no computador. E aí, chegando no computador, eu preciso entregar todos os meus trabalhinhos freelas que ficam atrasados porque Ninoca fala "mãííím" 5.345.234 vezes por dia. E depois que eu consigo colocar ela para dormir e empurrar algumas roupas espalhadas pelo chão para debaixo da mesa, eu preciso dar comida para a cachorra que me olha com cara de "não como há três dias". Aí né, a gente dá aquela limpadinha na área, lava uma louça, pendura uma roupa da escola que, putz continua manchada, e sim, sobra tempo. Sobra tempo pra sentar aqui e dar dicas do que eu NÃO sei fazer, mas sei lá né, podia pegar mal depois.

Aí, com o tempo que sobra, eu prefiro assistir um filmin, ver o BBB pra depois falar mal das pessoas que estão lá dentro ou engolir um episódio de Friends pela milésima vez e me perguntar quando vou parar de rir das mesmas piadas.

Mas as férias acabaram, meu povo. Ainda há esperança para uma faxina em minha residência.

Mas depois do Carnaval, claro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Blogagem Coletiva - Crescendo e Aprendendo

Eu sempre perco as blogagens coletivas porque, digamos, sou uma pessoa meio fora do ar. Quando vejo o dia já foi e o assunto já ficou velho. Mas hoje calhei de estar na data certa! Entrei no blog da Adriana bem no dia em que ela colocou a postagem no ar e, oba, vou participar.

A ideia é colocar uma foto do filho há um ano e uma atual, para mostrar as mudanças e evoluções dos pequenos. Então simbora: eis Ninoca em janeiro de 2012 e em janeiro de 2013.


Maior diferença? Cabelos, claro. Aos dois ela era semi-careca. Aos três é quase uma Rapunzel, segundo ela própria. Sobre as coisas que a foto não pode mostrar, as evoluções são muito maiores. Vocabulário de impressionar,  esperteza de "criança gandi" e tiradas surreais, tudo temperado com doses de fofura e pitadas de birras enlouquecidas.


Nina - A festeira

Sabe quando nós somos crianças e alguém lança aquela pergunta clássica: "o que você vai ser quando crescer?"

Até hoje eu me lembro que queria ser professora de crianças. Na verdade de bebês. Imaginava só a parte boa daquela sala cheia de fofuras e dobrinhas. Nunca em minha mente havia espaço para as birras ou qualquer outro tipo de contratempo. Me lembro também que eu tinha certeza do que não queria ser: médica. Minha família é cheia de médicos, nunca curti.

Quando a Nina nasceu me prometi que nunca faria tal pergunta pra ela. Sei lá porque, mas achei que não devia influenciar ela de nenhum jeito, queria que ela nem pensasse que precisava ser alguma coisa depois de adulta. Aliás, pensei em fingir que não existia uma vida adulta pra ela. Deixa ela acreditar que pode ser criança pra sempre. Claro que não funcionou tão bem. Crianças adoram fingir que são mais velhas e ela não é diferente: rouba meus sapatos, minhas maquiagens e esmaltes. Mas não vejo problema nisso, acho que faz parte da fantasia de ser criança. Deixo ela pintar os dedos de esmalte (porque a unha ela não acerta) e quando vejo os esmaltes viraram tinta e ela está pintando o chão papeis pela casa. Um batom começa na boca e termina rabiscando as bochechas. E um lápis de olho sempre dá lugar a uma Emília.

Mas mesmo assim, mesmo sem nunca falar nada sobre o que ela poderia fazer depois de grande, ela entrou numa de ser festeira. Se as lembranças das festas na minha casa deixaram em mim uma marca tão linda, imagina o que é para a Nina morar numa casa que vive sendo povoada por fitas, laços, brilhos e bonecos. Aqui se corta, se monta, se suja e se faz bagunça o tempo todo. E ela vê as festinhas tomando forma e sempre pede para ser convidada. Esse ano a pequena está super empolgada para as comemorações de seu aniversário que serão na semana que vem.

Entre suas brincadeiras, a favorita é fazer festas. Ela monta a mesa, coloca o bolo e arruma os doces imaginários. Ela faz enfeites e me convida. E do nada, coloca uma bolsa no ombro e solta: "Vou na rua. Preciso comprar umas coisas para a festa".

Aí né, eu, que não queria influenciar em NADA, fico aqui morrendo de orgulho.

Me achando.

Toda, toda.

Preparativos para os 3 anos...