E um dia, sem mais nem menos, todas as bonecas viraram "Luna". Depois todos os bichos de pelúcia viraram "Luna" e por fim todos os passeios e programas passaram a ser feitos com a presença da Luna.
Na escola da Nina não há nenhuma criança que se chame Luna.
Eu não tenho amigas com esse nome, na verdade não conheço nenhuma Luna, ou não conhecia, porque agora ela anda ali tête-à-tête com a minha filha. Todo o dia temos o mesmo diálogo:
- Mamaííím, hoje eu fui na casa da Luna.
- E foi legal filha?
- Sim. Vamos lá comigo depois?
- Vamos.
Ela nunca me leva, mas sempre me convida. Conta histórias do que fez com a Luna e ontem na hora de dormir pegou três bonecas, três Lunas, e arrumou todas na cama pra deitar com ela. Quando viu que estava sem espaço, soltou:
- Eu vai colocar essa depois porque se não não vai ter espaço pra Luna.
Então agora aqui em casa somos eu, maridin, Nina, Pietra e Luna, ok?
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Qualquer semelhança é mera coincidência...
Felícia: "Eu vou te amar, te abraçar, te beijar, te apertar, até te fazer em mil pedacinhos..."
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| Imagem daqui |
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| Pequena filhote: - Hummm, será que dá pra pular?" |
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| "Porra, me tira daqui!" |
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| "Eu vou cair, cês num tão vendo???" |
Observações maternas:
- A dona da filhotinha concordou e foi conivente com essa tortura em praça pública.
- Nina fez um escândalo na hora de ir embora, porque não queria deixar "sua filha", que, segundo ela, precisava beber água às 14h30 (oi???).
- A mancha na saia da Nina é fruto da golfada que a filhotinha deu, após a demonstração de carinho da minha Felícia.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Menina gandi.
Diálogo da mãe que vos fala com a pequena "gandi" Nina:
- Mamãííím, eu sô gandi?
- Sim filha. Você já está muito grande.
- Mas o papai falou que eu sô pequena.
- Não, não, dona Nina. O papai também acha que você está bem grande. Tanto que nem precisa mais andar no colo, né?
- Nãoo mammaííím, eu sô gandi, mas é que tô com uma dor aqui nas minhas costas...
Chupa essa manga, papai
- Mamãííím, eu sô gandi?
- Sim filha. Você já está muito grande.
- Mas o papai falou que eu sô pequena.
- Não, não, dona Nina. O papai também acha que você está bem grande. Tanto que nem precisa mais andar no colo, né?
- Nãoo mammaííím, eu sô gandi, mas é que tô com uma dor aqui nas minhas costas...
Chupa essa manga, papai
Dica para NÃO leitura
No fim de semana fui dar uma volta com a Nina na pracinha. Ela queria comprar um livro e passou o caminho todo falando isso. Quando chegamos lá, antes de nos jogarmos na terra suja, no pula-pula e no escorrega, entramos na papelaria em busca de um livrinho legalzin para a pequena. Não eram muitas as opções, mas tinha uma estante com alguns exemplares, muitos de uma coleção chamada "Contos Clássicos", da editora FTD.
Eram aquelas historinhas que todo mundo conhece, ou acha que conhece: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria... tentei escolher um outro, tinha um bem interessante com umas ilustrações lindas, mas Nina agarrou-se na Branca de Neve e não teve santo para fazer ela mudar de ideia. Voto vencido, catei a tal princesa e fui pagar, sem olhar o conteúdo do livro. Eu sei, podem me xingar agora.
Cara, o texto é pavoroso. A Nina não sabe ler e claro que não reproduzi para ela as atrocidades, mas mesmo assim ela ficou tão chocada com a cena final da bruxa, com os pés acorrentados, que desde então têm pesadelos e não dorme mais sozinha. Tá bom pra vocês?
Vou reproduzir duas partes, as piores, pra vocês sentirem drama:
Agora, cê jura que isso é um livro infantil? Eu concordo que os contos de fadas "clássicos" são mesmo trágicos e exagerados, mas convenhamos tchurminha, foi demais.
E o troféu nonsense vai para:
Eram aquelas historinhas que todo mundo conhece, ou acha que conhece: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria... tentei escolher um outro, tinha um bem interessante com umas ilustrações lindas, mas Nina agarrou-se na Branca de Neve e não teve santo para fazer ela mudar de ideia. Voto vencido, catei a tal princesa e fui pagar, sem olhar o conteúdo do livro. Eu sei, podem me xingar agora.
Cara, o texto é pavoroso. A Nina não sabe ler e claro que não reproduzi para ela as atrocidades, mas mesmo assim ela ficou tão chocada com a cena final da bruxa, com os pés acorrentados, que desde então têm pesadelos e não dorme mais sozinha. Tá bom pra vocês?
Vou reproduzir duas partes, as piores, pra vocês sentirem drama:
"- Fuja, menina, fuja - disse ele.
Afinal, se ela ficasse na floresta seria devorada por animais ferozes, mas não teria sido ele a matá-la.
Na volta, o caçador matou uma corça e entregou o coração do animal para a rainha como se fosse o da princesa.
Satisfeita, ela mandou cozinhar o coração para comer."
"Num braseiro, os guardas aqueceram um par de sapatos de ferro, que a rainha foi obrigada a calçar. E ela teve que dançar com esses sapatos em brasa até morrer. Os jovens se casaram e puderam enfim ser felizes, sem temer mais nenhuma maldade da invejosa."Lógico, né gente, pensa bem: COMO o casalzinho poderia ter sido feliz para sempre sem antes ter torturado a rainha até a morte? Impossível, certamente.
Agora, cê jura que isso é um livro infantil? Eu concordo que os contos de fadas "clássicos" são mesmo trágicos e exagerados, mas convenhamos tchurminha, foi demais.
E o troféu nonsense vai para:
Imagem daqui.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
"Toda bala é perdida"
O blog é sobre maternidade, é sobre a Nina e você pode achar que esse tema não se encaixa aqui, mas encaixa sim.
Aqui é o espaço para relatar as peripécias da pequena e guardar lembranças que ela vai ler, rir e se emocionar na futuro. Mas é também o espaço para expor meus pontos de vista, opiniões e decisões sobre o caminho que escolho e tento, seguir para a educação da Nina. Digo "tento" porque não vejo problema nenhum em mudar de opinião ao longo do processo. Somos todos passíveis de erro, certo?
Lá em casa o regime era quase militar, como já contei aqui. Mas isso não se estendia para os ideais da família, valia apenas para os afazeres domésticos. O diálogo sempre existiu. Nunca tive problemas para falar sobre sexo, drogas e rock'n'roll. Fomos criados sem qualquer estímulo a preconceitos irracionais, tanto que tenho dificuldade para entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que se acha melhor do que a outra por conta de raça, sexo, classe social ou seja lá o que for. Isso é tão sem cabimento,que além de não compreender, tenho vergonha só de imaginar que esse comportamento ainda resiste no mundo.
A política também fazia parte do nosso dia a dia. Tanto que vez ou outra fomos recrutados para fazer campanha durante as eleições (trabalho infantil, a gente se vê por aqui!). Ficávamos lá, uniformizados, panfletando e sacudindo bandeirinhas do PT. Isso na época em que o PT era oposição e não elegia ninguém. Acho que todo mundo lá em casa tirou o título de eleitor com 16 anos, mesmo não sendo obrigatório. Talvez você esteja se perguntando "por que?" já que política no Brasil é difícil de aturar, mas a verdade é que o voto é a grande arma que temos.
Não adianta reclamar o tempo todo da corrupção e na hora H dar o seu voto para aquele candidato que é amigo do seu vizinho, sabe? Simplesmente porque deu preguiça de buscar e conhecer mais sobre as suas opções. E afinal, que diferença faz um deputado, né? Você está apenas indicando o amigo do seu vizinho para receber 15 salários por ano (dependendo do estado em que você mora), de cerca de R$ 20.000,00. E quem paga esse salário? Não acha que vale a pena pelo menos entender a função dessa pessoa na engrenagem do país?
Então acho que aqui também é o espaço de ME expor. Para que a Nina entenda que não é preciso "aceitar" opiniões alheias. Que precisamos saber discordar e tomar posições contrárias. Mesmo que isso lhe renda críticas. Mesmo que lhe atirem pedras. Mesmo que não seja fácil. Quando ouvir uma verdade absoluta, filha, conteste, informe-se. Vou me esforçar para oferecer a você todos os instrumentos necessários para que você consiga pensar por si mesma, buscando uma visão ampla de cada situação.
Agora vamos ao porque desse post enorme e perdido no meio de tantas fofuras da minha garota gênio (cof, cof). Tá rolando uma campanha no Facebook. Não são raras as vezes que vejo uns absurdos rolando no Face, como vejo na vida. Mas dessa vez vi a tal foto sendo compartilhada, comentada e apoiada por pessoas "esclarecidas", com nível superior e blá, blá, blá. Só pra mostrar como em muitos casos, ter pedigree não quer dizer nada.
A foto é essa aí embaixo:
- O que podemos dizer dos muitos policiais que receberam e recebem dinheiro do tráfico para não atrapalhar o andamento do negócio? A culpa também é do usuário?
- Eu sei, a polícia sabe, o usuário sabe e até a minha cachorra deve saber, aonde as drogas são vendidas aqui no Rio e, (oh! cara de surpresa agora hein meu povo), não é preciso subir nenhum morro pra isso. Muitas dessas drogas não passam nem perto dos fuzis que estampam as capas de jornais.
- Por um acaso a cocaína brota lá no morro? A maconha é plantada lá também? Ou elas precisam percorrer todo um caminho pelo Brasil e exterior até chegar lá? Se a intenção é combater o tráfico, a polícia não deveria aumentar essa fiscalização?
- Quem vende armas para os traficantes?
- Vocês acreditam que a figura do "chefão" do tráfico, do todo-poderoso, que dá as cartas nesse baralho, é mesmo representada por um tipo como o tal Nem, da Rocinha?
- Pessoas que apoiam essa campanha são as mesmas que saíram do cinema tendo o Capitão Nascimento como ídolo e acham válido colocar pessoas "no saco" para conseguir uma confissão?
Poucos dias depois do episódio trágico que tirou a vida dessa policial em serviço durante o ataque de traficantes a uma comunidade pacificada no Rio de Janeiro, o Bope realizou uma operação no morro da Quitanda, atrás de lideranças do tráfico que poderiam estar relacionadas com a morte da oficial Fabiana. Uma menina de 11 anos foi baleada e morreu. A PM não sabe de onde veio o tiro e está investigando a bala perdida que matou a criança. Na minha timeline, no Facebook, ainda não vi compartilhada nenhuma campanha sobre a morte de Bruna (era esse o nome dela).
Imagem daqui.
Aqui é o espaço para relatar as peripécias da pequena e guardar lembranças que ela vai ler, rir e se emocionar na futuro. Mas é também o espaço para expor meus pontos de vista, opiniões e decisões sobre o caminho que escolho e tento, seguir para a educação da Nina. Digo "tento" porque não vejo problema nenhum em mudar de opinião ao longo do processo. Somos todos passíveis de erro, certo?
Lá em casa o regime era quase militar, como já contei aqui. Mas isso não se estendia para os ideais da família, valia apenas para os afazeres domésticos. O diálogo sempre existiu. Nunca tive problemas para falar sobre sexo, drogas e rock'n'roll. Fomos criados sem qualquer estímulo a preconceitos irracionais, tanto que tenho dificuldade para entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que se acha melhor do que a outra por conta de raça, sexo, classe social ou seja lá o que for. Isso é tão sem cabimento,que além de não compreender, tenho vergonha só de imaginar que esse comportamento ainda resiste no mundo.
A política também fazia parte do nosso dia a dia. Tanto que vez ou outra fomos recrutados para fazer campanha durante as eleições (trabalho infantil, a gente se vê por aqui!). Ficávamos lá, uniformizados, panfletando e sacudindo bandeirinhas do PT. Isso na época em que o PT era oposição e não elegia ninguém. Acho que todo mundo lá em casa tirou o título de eleitor com 16 anos, mesmo não sendo obrigatório. Talvez você esteja se perguntando "por que?" já que política no Brasil é difícil de aturar, mas a verdade é que o voto é a grande arma que temos.
Não adianta reclamar o tempo todo da corrupção e na hora H dar o seu voto para aquele candidato que é amigo do seu vizinho, sabe? Simplesmente porque deu preguiça de buscar e conhecer mais sobre as suas opções. E afinal, que diferença faz um deputado, né? Você está apenas indicando o amigo do seu vizinho para receber 15 salários por ano (dependendo do estado em que você mora), de cerca de R$ 20.000,00. E quem paga esse salário? Não acha que vale a pena pelo menos entender a função dessa pessoa na engrenagem do país?
Então acho que aqui também é o espaço de ME expor. Para que a Nina entenda que não é preciso "aceitar" opiniões alheias. Que precisamos saber discordar e tomar posições contrárias. Mesmo que isso lhe renda críticas. Mesmo que lhe atirem pedras. Mesmo que não seja fácil. Quando ouvir uma verdade absoluta, filha, conteste, informe-se. Vou me esforçar para oferecer a você todos os instrumentos necessários para que você consiga pensar por si mesma, buscando uma visão ampla de cada situação.
Agora vamos ao porque desse post enorme e perdido no meio de tantas fofuras da minha garota gênio (cof, cof). Tá rolando uma campanha no Facebook. Não são raras as vezes que vejo uns absurdos rolando no Face, como vejo na vida. Mas dessa vez vi a tal foto sendo compartilhada, comentada e apoiada por pessoas "esclarecidas", com nível superior e blá, blá, blá. Só pra mostrar como em muitos casos, ter pedigree não quer dizer nada.
A foto é essa aí embaixo:
- É sério que algumas pessoas atribuem toda a culpa do tráfico de drogas aos usuários?
- Então, segundo essa campanha, se a droga fosse legalizada, não teríamos mais problemas com a violência no Rio de Janeiro?- O que podemos dizer dos muitos policiais que receberam e recebem dinheiro do tráfico para não atrapalhar o andamento do negócio? A culpa também é do usuário?
- Eu sei, a polícia sabe, o usuário sabe e até a minha cachorra deve saber, aonde as drogas são vendidas aqui no Rio e, (oh! cara de surpresa agora hein meu povo), não é preciso subir nenhum morro pra isso. Muitas dessas drogas não passam nem perto dos fuzis que estampam as capas de jornais.
- Por um acaso a cocaína brota lá no morro? A maconha é plantada lá também? Ou elas precisam percorrer todo um caminho pelo Brasil e exterior até chegar lá? Se a intenção é combater o tráfico, a polícia não deveria aumentar essa fiscalização?
- Quem vende armas para os traficantes?
- Vocês acreditam que a figura do "chefão" do tráfico, do todo-poderoso, que dá as cartas nesse baralho, é mesmo representada por um tipo como o tal Nem, da Rocinha?
- Pessoas que apoiam essa campanha são as mesmas que saíram do cinema tendo o Capitão Nascimento como ídolo e acham válido colocar pessoas "no saco" para conseguir uma confissão?
Poucos dias depois do episódio trágico que tirou a vida dessa policial em serviço durante o ataque de traficantes a uma comunidade pacificada no Rio de Janeiro, o Bope realizou uma operação no morro da Quitanda, atrás de lideranças do tráfico que poderiam estar relacionadas com a morte da oficial Fabiana. Uma menina de 11 anos foi baleada e morreu. A PM não sabe de onde veio o tiro e está investigando a bala perdida que matou a criança. Na minha timeline, no Facebook, ainda não vi compartilhada nenhuma campanha sobre a morte de Bruna (era esse o nome dela).
Imagem daqui.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
The wonderful two
Eu já tinha ouvido falar do tal "terrible two", aquela idade em que o pequeno bebê fofo toda vida que você vinha criando e alimentando desde o seu nascimento, se transforma em uma criaturinha enlouquecida, desafiadora e manhosa. Muito manhosa. Sim, isso tudo rola por aqui.
Manha? Tem sim senhor.
Respostinhas atravessadas? Tem sim senhor.
Criança berrando pela casa? Tem sim senhor.
Mas quer saber? Nina aos dois anos é hilária. E, pelo menos para mim, os tais anos terríveis passam longe de dar tanto trabalho quanto os primeiros meses do bebê. Agora aqui em casa é igual na Avon, "a gente conversa, a gente se entende". Sim, porque agora eu tenho uma filha cheia de argumentos. Ela explica, expõe e pondera suas atitudes. Ok, de um jeito todo dela, pra tornar a coisa toda ainda mais adorável. Aos dois anos Nina dorme quando tem sono. Simples assim: Mamãe, quero dumí! Me dá minha cobeta?
Aos dois anos Nina vira "pepessola" e me dá aulas em casa. De balé, inclusive. Aos dois anos ela conversa no telefone com as pessoas, mesmo que ainda dê varias respostas com a cabeça e deixe o pobre ouvinte sem saber se há vida do outro lado da linha.
Aos dois anos ela me consola se eu chorar. Aos dois anos ela me pede coisas, eu digo que não tenho dinheiro e ela tira o seu dinheiro imaginário do bolso para me entregar. Ela nunca fez manha por não ganhar alguma coisa que pediu. E olha que ela pede tudo, então os "NÃOs" bombam por aqui.
Aos dois anos ela faz muitas besteiras e aprendeu a ser sonsa. Como no dia em que me perguntou se eu já tinha acabado de trabalhar e estava indo pro quarto com ela. Eu disse que ainda não e ela soltou um "tá". Como quem não liga, sabe? Ela nunca fica assim tão indiferente por eu estar trabalhando, então resolvi checar e... A minha cama tinha se tornado um mar de talco. Papel higiênico picado também fazia parte do cenário. No meio do colchão uma boneca pelada. Perguntei o que era aquilo e ela disse: "Ela está com peleba, mamaííím. Eu vai cuidar dela, tá bom?"
Ahhh, cê jura que isso é "terrible two"?
Claro que perco a paciência mil vezes, repreendo, fico cansada, mas NUNCA rola tapa por aqui. Nada de palmadinhas. Sempre que sinto que estou perdendo o controle, dou uma parada. Respiro. Penso que a criança ali é ela e que eu preciso saber lidar com isso. Não grito com a Nina porque ela já está numa fase de muitos berros pela casa. Ela tenta se afirmar com os berros. Se eu responder no mesmo tom, ela pode entender que é assim que a gente se comunica e me deixar surda em uns dois anos, acho eu. As vezes quando a birra está muito fora de controle, eu deixo ela se acalmar sozinha e falo "quando você parar de chorar a gente conversa. Assim eu não consigo". Pasmem: funciona. Ela logo diz: "eu já palei mamãe".Fora isso ela continua a mesma espoleta de sempre. Dançarina. Rebolativa. Cantora. Entre todas as princesas lindas e felizes para sempre, ela escolheu ser a Fiona, que é muito forte, muito rápida e muito verde. Palavras da pequena.
Obs: blog abandonado porque a cria andou de férias e minha casa, bom, o caos da minha casa vale um post a parte. Ou não. Melhor nem tocar muito no assunto que é pra não deprimir.
Manha? Tem sim senhor.
Respostinhas atravessadas? Tem sim senhor.
Criança berrando pela casa? Tem sim senhor.
Mas quer saber? Nina aos dois anos é hilária. E, pelo menos para mim, os tais anos terríveis passam longe de dar tanto trabalho quanto os primeiros meses do bebê. Agora aqui em casa é igual na Avon, "a gente conversa, a gente se entende". Sim, porque agora eu tenho uma filha cheia de argumentos. Ela explica, expõe e pondera suas atitudes. Ok, de um jeito todo dela, pra tornar a coisa toda ainda mais adorável. Aos dois anos Nina dorme quando tem sono. Simples assim: Mamãe, quero dumí! Me dá minha cobeta?
Aos dois anos Nina vira "pepessola" e me dá aulas em casa. De balé, inclusive. Aos dois anos ela conversa no telefone com as pessoas, mesmo que ainda dê varias respostas com a cabeça e deixe o pobre ouvinte sem saber se há vida do outro lado da linha.
Aos dois anos ela me consola se eu chorar. Aos dois anos ela me pede coisas, eu digo que não tenho dinheiro e ela tira o seu dinheiro imaginário do bolso para me entregar. Ela nunca fez manha por não ganhar alguma coisa que pediu. E olha que ela pede tudo, então os "NÃOs" bombam por aqui.
Aos dois anos ela faz muitas besteiras e aprendeu a ser sonsa. Como no dia em que me perguntou se eu já tinha acabado de trabalhar e estava indo pro quarto com ela. Eu disse que ainda não e ela soltou um "tá". Como quem não liga, sabe? Ela nunca fica assim tão indiferente por eu estar trabalhando, então resolvi checar e... A minha cama tinha se tornado um mar de talco. Papel higiênico picado também fazia parte do cenário. No meio do colchão uma boneca pelada. Perguntei o que era aquilo e ela disse: "Ela está com peleba, mamaííím. Eu vai cuidar dela, tá bom?"
Ahhh, cê jura que isso é "terrible two"?
Claro que perco a paciência mil vezes, repreendo, fico cansada, mas NUNCA rola tapa por aqui. Nada de palmadinhas. Sempre que sinto que estou perdendo o controle, dou uma parada. Respiro. Penso que a criança ali é ela e que eu preciso saber lidar com isso. Não grito com a Nina porque ela já está numa fase de muitos berros pela casa. Ela tenta se afirmar com os berros. Se eu responder no mesmo tom, ela pode entender que é assim que a gente se comunica e me deixar surda em uns dois anos, acho eu. As vezes quando a birra está muito fora de controle, eu deixo ela se acalmar sozinha e falo "quando você parar de chorar a gente conversa. Assim eu não consigo". Pasmem: funciona. Ela logo diz: "eu já palei mamãe".Fora isso ela continua a mesma espoleta de sempre. Dançarina. Rebolativa. Cantora. Entre todas as princesas lindas e felizes para sempre, ela escolheu ser a Fiona, que é muito forte, muito rápida e muito verde. Palavras da pequena.
Obs: blog abandonado porque a cria andou de férias e minha casa, bom, o caos da minha casa vale um post a parte. Ou não. Melhor nem tocar muito no assunto que é pra não deprimir.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O tal amor incondicional
Hoje não estou aqui para falar da Nina. Nem para divagar sobre o amor de mãe blá, blá, blá, Whiskas Sachê.
Hoje eu estou aqui para falar sobre O verdadeiro amor incondicional. Sim porque eu sempre ouvi que cães têm um amor sem medidas pelos donos. "O melhor amigo do homem", diz o ditado. A galerinha de quatro patas é assim, puro amor para dar, certo? Aham Cláudia, senta lá.
Hoje eu quero é fazer um protesto. Porque se existe a Sociedade Protetora dos Animais, eu quero mais é saber aonde fica a Sociedade Protetora dos DONOS de Animais. Porque convenhamos, meu povo, há amor mais incondicional do que o do dono? (Com isso me refiro aos donos reais, aos que se apegam ao bichano, aos que os pegam pra chamar de seu, incluem na família e o escambau).
Eu optei, notem a importância da palavra OPTEI. Foi por livre escolha. Eu optei por limpar cocô e xixi durante toda a vida da Pietra. Porque os filhos um dia aprendem a se limpar sozinhos (né?), mas os cães, ahhh os cães, no máximo eles aprendem a fazer cocô em um local determinado, mas você vai ter que ir lá catar, porque os dejetos não de auto-deterioram, jogam água, sabão, desinfetante e depois ainda lavam o pano de chão.
Agora, quer saber como ela retribui?
E ONTEM... ela comeu 10 brownies, dos 50 que eu tinha que entregar hoje para servirem como lembrancinha de maternidade para uma amiga Quando sai correndo, descabelada e sem sutiã, para o mercado a fim de comprar ingredientes para repor a perda sem comprometera entrega, ela se sentiu "excluída" e fez xixi no meu sofá.
Agora diga lá: de QUEM é o tal amor incondicional mesmo???
Sim porque amar a Lessie e o Rin Tin Tin é mole, né não? Quero ver é encarar a Pietra.
Hoje eu estou aqui para falar sobre O verdadeiro amor incondicional. Sim porque eu sempre ouvi que cães têm um amor sem medidas pelos donos. "O melhor amigo do homem", diz o ditado. A galerinha de quatro patas é assim, puro amor para dar, certo? Aham Cláudia, senta lá.
Hoje eu quero é fazer um protesto. Porque se existe a Sociedade Protetora dos Animais, eu quero mais é saber aonde fica a Sociedade Protetora dos DONOS de Animais. Porque convenhamos, meu povo, há amor mais incondicional do que o do dono? (Com isso me refiro aos donos reais, aos que se apegam ao bichano, aos que os pegam pra chamar de seu, incluem na família e o escambau).
Eu optei, notem a importância da palavra OPTEI. Foi por livre escolha. Eu optei por limpar cocô e xixi durante toda a vida da Pietra. Porque os filhos um dia aprendem a se limpar sozinhos (né?), mas os cães, ahhh os cães, no máximo eles aprendem a fazer cocô em um local determinado, mas você vai ter que ir lá catar, porque os dejetos não de auto-deterioram, jogam água, sabão, desinfetante e depois ainda lavam o pano de chão.
- Euzinha escolhi limpar dejetos. Euzinha doei minha cama e meu edredom para ela. Euzinha dou água, comida, faço chamêgo e levo para passear.
- Eu tiro fotos abobadas e compro brinquedinhos.
- Eu deixei ela cheirar e lamber meu recém-nascido, para que não se sentisse excluída quando a Nina chegou.
- Eu não faço viagens longas desde que ela entrou na minha vida, há seis anos. Procuro pousadas que aceitem cachorros, viajo para casas dogs friendly e faço o pacote completo da família, incluindo o cão.
Agora, quer saber como ela retribui?
- Ela destruiu todos os meus sapatos no primeiro ano de vida.
- Ela rouba comida em cima da mesa, em cima da pia, no fogão, na Lua, se for o caso.
- Ela destrói o lixo E espalha tudo pela casa (você pode ter uma lixeira descolada na sua cozinha, colega? Pois é, eu não).
- Ela comeu as jujubas que eu ia usar na decoração de uma festa.
- Ela comeu meu batom da MAC.
- Ela comeu muitos brinquedos da Nina.
- Ela comeu o modem da internet.
- Ela faz xixi e ou cocô no quarto da Nina, em forma de protesto, sempre que acha que eu mereço (?)
E ONTEM... ela comeu 10 brownies, dos 50 que eu tinha que entregar hoje para servirem como lembrancinha de maternidade para uma amiga Quando sai correndo, descabelada e sem sutiã, para o mercado a fim de comprar ingredientes para repor a perda sem comprometera entrega, ela se sentiu "excluída" e fez xixi no meu sofá.
Agora diga lá: de QUEM é o tal amor incondicional mesmo???
Sim porque amar a Lessie e o Rin Tin Tin é mole, né não? Quero ver é encarar a Pietra.
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