Bom, amanhã é feriado no Rio (todas grita \o/).
Feriado antes da festa de aniversário é providencial e por isso, achei que estava tudo sob controle. Tudo na mais perfeita ordem e organização. "Ih... vai dar tempo de sobra", pensei.
Pensei até uns dois minutos atrás, quando refiz a minha to do lista de hoje. São uns seis itens pendentes, incluindo uma breve, rápida, porém necessária, faxina na casa. E não, isso não é tudo que falta para a festinha estar pronta, isso é tudo que TENHO que fazer hoje.
Ok. São 17h e ainda estou no trabalho. Lá pelas 18h30 acho que chego em casa, ou melhor na escola da Nina. Aí pego a cria, lambo a cria, mimo a cria e começo a fazer as coisas. Começo?
- Bota o VD, mamãe? Do S.A. (leia-se DVD dos Monstros S.A.)
- Mamãe qué mamá.
- Mamãe qué suco.
- Mamãe pega meus binquedus?
- Mamãezinha, mamãezinha, mamãezinha...
- Mamãe, pega eu? Pega? Joga eu na cama? Queio minha pepê. (Chupeta).
- Mamãezinha, mamãezinha, mamãezinha...
Ok, ok. Lá pelas 21h30 espero que ela esteja dormindo. Aí sim começo a fazer as coisas. Afinal, dormir pra que, né não?
É... vai dar tempo. Tudo sob controle.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A organizada
Postado por
Alice
às
17:09
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ser mãe é moleza
Na verdade, esse título só faz sentido, quando a frase está completa.
Ser mãe é moleza, desde que você esteja casada com ele:
Isso porque, meus queridos, não há criança no mundo, nem recém-nascida, nem começando a andar, nem na época do desfralde e do temido, terrível, argh, nojento penico, que dê mais trabalho do que este ser, também conhecido como meu marido. Já tinha notado a semelhança física, mas desde que assumi meu compromisso de ano novo de manter a casa em ordem, percebi que o buraco é mais embaixo. Confesso que tenho encarnado a Amélia em muitos momentos. Tudo bem, trata-se de uma Amélia repaginada, com vaidade e nada submissa, mas que vive pegando no pesado. Jornada dupla total. E juro. A bagunça dele, coloca a da Nina no chinelo.
Fico ali matutando e cada vez mais me convenço que o Shrek foi sim inspirado nele. Já até imagino o cara da DreamWorks passando as férias no Brasil, dando um rolé na praia de Ipanema e dando de cara com a versão humana e menos verde do amado ogro. Neste momento uma luz se acende na sua cabeça e meses depois, Shrek estoura nos cinemas.
Na última semana, ouvi dele a seguinte pérola (com tom de reprovação e emputecimento):
- Cara, você precisa respeitar a minha individualidade. Essa organização toda não é prática. Imagina se toda vez que eu precisar de um sapato tiver que abrir o armário, a gaveta e abaixar para pegar? (Oi?)
- Isso não é normal?
- Não.
- E qual é a sua sugestão?
- Deixar os sapatos aqui do lado da minha cama. Empilhados. (Oi?Oi?Oi? - Morri!)
Fala aê. Faço o que nessa hora?
A) Atendo a solicitação e empilho os sapatos ao lado da cama.
B) Guardo ele na gaveta, tranco o armário e jogo a chave fora.
C) Paro de lavar as roupas dele em sinal de protesto.
D) Promovo uma rebelião com a Nina e taco fogo nos colchões.
E) B, C e D estão corretas. A, jamais.
Vou aproveitar o momento e mandar um alô para minha sogra em sinal de admiração. Afinal, ela sobreviveu ao maridin em versão criança. Imagina o caos? Pior: ela sobreviveu ao maridin em versão criança, com mais dois filhos homens, também crianças na casa. Imagina o caos II?
A verdade é que tendo em vista o trabalho e tempo gastos com meu Ogro particular, não posso nem cogitar outro filho. Não vou dar conta. Eu podia tirar uma fotos e colocar uma câmera escondida filmando as situações do dia a dia, publicar aqui e talvez ele nem soubesse. Ele não lê o blog. Não entra na internet e, muitos menos acessa o Facebook. Aliás, se você conhece a peça e ele te adicionou nos últimos tempos no Face, relaxe, não é um perfil fake, mas ele tem um Personal Facebooker Tabajara que faz o serviço pra ele...
Ser mãe é moleza, desde que você esteja casada com ele:
Isso porque, meus queridos, não há criança no mundo, nem recém-nascida, nem começando a andar, nem na época do desfralde e do temido, terrível, argh, nojento penico, que dê mais trabalho do que este ser, também conhecido como meu marido. Já tinha notado a semelhança física, mas desde que assumi meu compromisso de ano novo de manter a casa em ordem, percebi que o buraco é mais embaixo. Confesso que tenho encarnado a Amélia em muitos momentos. Tudo bem, trata-se de uma Amélia repaginada, com vaidade e nada submissa, mas que vive pegando no pesado. Jornada dupla total. E juro. A bagunça dele, coloca a da Nina no chinelo.
Fico ali matutando e cada vez mais me convenço que o Shrek foi sim inspirado nele. Já até imagino o cara da DreamWorks passando as férias no Brasil, dando um rolé na praia de Ipanema e dando de cara com a versão humana e menos verde do amado ogro. Neste momento uma luz se acende na sua cabeça e meses depois, Shrek estoura nos cinemas.
Na última semana, ouvi dele a seguinte pérola (com tom de reprovação e emputecimento):
- Cara, você precisa respeitar a minha individualidade. Essa organização toda não é prática. Imagina se toda vez que eu precisar de um sapato tiver que abrir o armário, a gaveta e abaixar para pegar? (Oi?)
- Isso não é normal?
- Não.
- E qual é a sua sugestão?
- Deixar os sapatos aqui do lado da minha cama. Empilhados. (Oi?Oi?Oi? - Morri!)
Fala aê. Faço o que nessa hora?
A) Atendo a solicitação e empilho os sapatos ao lado da cama.
B) Guardo ele na gaveta, tranco o armário e jogo a chave fora.
C) Paro de lavar as roupas dele em sinal de protesto.
D) Promovo uma rebelião com a Nina e taco fogo nos colchões.
E) B, C e D estão corretas. A, jamais.
Vou aproveitar o momento e mandar um alô para minha sogra em sinal de admiração. Afinal, ela sobreviveu ao maridin em versão criança. Imagina o caos? Pior: ela sobreviveu ao maridin em versão criança, com mais dois filhos homens, também crianças na casa. Imagina o caos II?
A verdade é que tendo em vista o trabalho e tempo gastos com meu Ogro particular, não posso nem cogitar outro filho. Não vou dar conta. Eu podia tirar uma fotos e colocar uma câmera escondida filmando as situações do dia a dia, publicar aqui e talvez ele nem soubesse. Ele não lê o blog. Não entra na internet e, muitos menos acessa o Facebook. Aliás, se você conhece a peça e ele te adicionou nos últimos tempos no Face, relaxe, não é um perfil fake, mas ele tem um Personal Facebooker Tabajara que faz o serviço pra ele...
O meu Shrek é excluído digital e mora em seu pântano. Assim como no filme. Eu sou a Fiona. Linda, magra e princesa que conhece o Ogro. Se apaixona e assume sua forma nem tão linda, nem tão magra, ainda princesa, mas agora também verde.
E segue tentando colocar ordem no Pântano e nos mini ogros. No meu caso, graças, é só uma e do sexo feminino.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
E o ano começa...
Em geral, minhas metas de final de ano foram alcançadas. Não fui ao dentista, nem ao Saara, mas irei agora em janeiro. Minha casa e quarto estão em ordem, ufa! Ao final da arrumação, foram mais de dez sacolas grandes entre roupas, sapatos, bolsas e brinquedos, para doação. Começo 2012 mais leve. Em todos os sentidos, pois a dieta vai muito bem obrigada.
Decidi abrir mão da empregada depois de encontrar muitas "surpresas" durante a minha faxina. Vou optar por uma faxineira, vai ser mais útil e com isso me obrigo a manter as coisas em ordem no dia a dia.
Nina precisava de espaço para organizar seus brinquedos, mas minha intenção era manter todos eles acessíveis, afinal ninguém brinca com brinquedo guardado no alto do armário! Essa caixona aí, além de organizar, serve para dar uma graça ao quarto dos pequenos. Recomendo.
Como não estava trabalhando oficialmente (pois no fim das contas trabalhei mais do qualquer outra coisa nestes últimos dias), dispensei a creche e fiquei com a pimpolha em casa. Foram muitas risadas, broncas e apertões gostosos. O desfralde vai lindo que só! Em casa Nina nem usa mais fralda, só para dormir. O xixi ela acerta sempre, já o número dois tem encontrado percalços. Nada grave.
O Natal foi fofo. Nina curtiu muito. Acordou na manhã do dia 25 e ficou boquiaberta com os presentes que "brotaram" na árvore. Abriu e se divertiu com seu guarda-chuva, previamente encomendado ao bom velhinho. Curtiu também seu minifogão e foi logo fazendo um arroz com feijão para a mamãezinha aqui. Depois correu até o canto da sala, agarrou o Papai Noel e soltou:
- Bigada Papai Nuel!
Ainda carregou o cara, arrastado pelo gorro, para conferir de perto e dar seu aval sobre os novos brinquedos.
Agora uma dica! Durante meu Surto Psicótico Organizator Tabajara, me encantei com a caixinha abaixo:


Nina precisava de espaço para organizar seus brinquedos, mas minha intenção era manter todos eles acessíveis, afinal ninguém brinca com brinquedo guardado no alto do armário! Essa caixona aí, além de organizar, serve para dar uma graça ao quarto dos pequenos. Recomendo.
Mandei também tingir a cortina do quarto da Nina, pois por conta da chuva chaaaaata que se instalou no nosso país tropical, a bendita, que era branca, acabou toda manchada. O problema é que ela tinha o fundo claro com vários pontos coloridos. Com as gotas acabou manchada das mais diversas cores. Precisava tingir de uma cor forte, para cobrir tudo, mas sem fugir muito dos tons que ela já tinha... Acabei optando pelo laranja e agora minha filha tem cortinas cor de gari! Um luxo.
O problema é que o quarto ficou mega ultra colorido e pode cegar os mais desavisados que olharem para a janela em uma tarde ensolarada. Cuidado. Agora ando em busca de colchas neutras, bem neutras para a cama. Estou na dúvida também se devo substituir o tapetão do quarto, colocando algo mais clean... Falta verba, povo.
Essa portinha cheia de adesivos também faz parte das nossas artes de final de ano e Nina A-M-O-U. Amou colar os bichinhos, amou o resultado e amou poder mostrar sua "obra" para os visitantes. Conversa e tudo com a bicharada.
Por fim, descobri que minha filha tem medo do lobo, mas se amarra na bruxa. Talvez pelo primeiro motivo ela tenha passado a chorar na madruga e pedir para dormir na minha cama. Não me importo, mas confesso que me falta espaço. Outro dia, colocando ela para dormir, o quarto já escuro e ela começa:
- Cadê ele, mamãe?
- Ele quem filha?
- O lobo.
- Tem lobo aqui não Nina. Só na historinha.
- É? Tem lobo ati não?
- Não.
- Tá. Mas cadê ele?
- Filha, não tem lobo. Aliás aquilo tudo é fantasia, de mentirinha. Na verdade o lobo e a chapeuzinho são super amigos. Ele é tipo um cachorro. Como a Pietra.
- É? Tá. Mas cadê ele? (enquanto procura embaixo da cama...)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Não sou a Mulher Maravilha
Gente, mas não sou mesmo! E a cada novo dia tenho mais certeza disso.
Lá em casa eram 4 crianças e nós jantávamos todos os dias. Comidas elaboradas, não era um macarrãozinho não. Rolava sempre o feijão, arroz, algum tipo de carne, legumes, salada... e sim, minha mãe trabalhava o dia inteiro e não tinha empregada. Só a faxineira que passava lá uma vez por semana.
Pois bem, ando tendo arrepios vendo a Nina crescer e imaginando o dia que ela vai chegar em casa e me pedir pra jantar. Tipo um feijão com arroz básico. Isso porque por enquanto ela janta na creche e no máximo quer fazer mais um lanche em casa e tomar um leitinho antes de dormir. Mas o que farei euzinha quando ela pedir um pratinho de comida??? Corro pra cozinha e vou fazer ou deixo pronto congelado?
A verdade é que não sou uma pessoa organizada, sabe? E nossos horários lá em casa são desconexos, de forma que raramente sentamos para comer. Confesso que chego em casa do trabalho e vou brincar com a pequena deixando tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO (incluindo arrumações de cama e roupa pra lavar) para depois. Nós duas jogamos os brinquedos no chão, fazemos coreografias, nosso lanche feliz e depois partimos para hora do sono. Troca fralda, troca roupa, escova os dentes, chupetinha, beijinhos e abraços e berço (Obs: Nina voltou a dormir muito bem, obrigada! Mas não posso me gabar por conta do meu trato com Papai do Céu).
E aí depois que ela deita, me dá uma preguiça... e fujo dos afazeres domésticos! Ainda bem que vivemos em uma época evoluída, sabe? Se fosse antigamente seria devolvida pelo maridão... Outro dia o diálogo lá em casa foi o seguinte:
- Alice, você quer passar no mercado pra comprar alguma coisa pra jantar?
- Não. Não estou com fome.
- Olha, pensa bem... vou trabalhar hoje de noite, depois vai fazer igual ontem e ficar na cama falando que está com fome e eu não vou estar lá pra fazer o seu jantar.
- Tudo bem. Eu sobrevivo.
Será que tenho salvação?
Lá em casa eram 4 crianças e nós jantávamos todos os dias. Comidas elaboradas, não era um macarrãozinho não. Rolava sempre o feijão, arroz, algum tipo de carne, legumes, salada... e sim, minha mãe trabalhava o dia inteiro e não tinha empregada. Só a faxineira que passava lá uma vez por semana.
Pois bem, ando tendo arrepios vendo a Nina crescer e imaginando o dia que ela vai chegar em casa e me pedir pra jantar. Tipo um feijão com arroz básico. Isso porque por enquanto ela janta na creche e no máximo quer fazer mais um lanche em casa e tomar um leitinho antes de dormir. Mas o que farei euzinha quando ela pedir um pratinho de comida??? Corro pra cozinha e vou fazer ou deixo pronto congelado?
A verdade é que não sou uma pessoa organizada, sabe? E nossos horários lá em casa são desconexos, de forma que raramente sentamos para comer. Confesso que chego em casa do trabalho e vou brincar com a pequena deixando tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO (incluindo arrumações de cama e roupa pra lavar) para depois. Nós duas jogamos os brinquedos no chão, fazemos coreografias, nosso lanche feliz e depois partimos para hora do sono. Troca fralda, troca roupa, escova os dentes, chupetinha, beijinhos e abraços e berço (Obs: Nina voltou a dormir muito bem, obrigada! Mas não posso me gabar por conta do meu trato com Papai do Céu).
E aí depois que ela deita, me dá uma preguiça... e fujo dos afazeres domésticos! Ainda bem que vivemos em uma época evoluída, sabe? Se fosse antigamente seria devolvida pelo maridão... Outro dia o diálogo lá em casa foi o seguinte:
- Alice, você quer passar no mercado pra comprar alguma coisa pra jantar?
- Não. Não estou com fome.
- Olha, pensa bem... vou trabalhar hoje de noite, depois vai fazer igual ontem e ficar na cama falando que está com fome e eu não vou estar lá pra fazer o seu jantar.
- Tudo bem. Eu sobrevivo.
Será que tenho salvação?
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Alice
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